Graças a alguns sectores florescentes da economia, tem vindo a aumentar o número de multimilionários, o que reflecte uma tendência de polarização económica acentuada: os hiper-ricos, a elite, e a grande massa generalizada, os pobres. E uma das maneiras de conhecer os indicadores sociais da economia é precisamente pelo consumo e, neste caso agora apresentado, pelo consumo de luxo. Só em 2014, os carros de luxo foram vendidos cinco vezes mais do que a maioria das marcas. Hoje é estatisticamente mais fácil vender um Rolls-Royce do que um corrente Renault, conclui estudo da IHS, uma empresa de consultadoria no ramo automóvel.

A percentagem de vendas de carros de luxo tem vindo a aumentar desde 2010, depois de uma década de depressão, e é mesmo um sector que suplanta as vendas em comparação com a vasta maioria dos carros.

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Eis os dados das vendas das marcas de luxo nos últimos 5 anos:

· Rolls-Royce, aumentou quase 500%

· Aston Martin e Lamborghini, subiram 154%

· Bentleys, aumento de 122%

· Maserati e Porsche, subiram 62%

· Lamborghini, um aumento de 50%

Enquanto se deu apenas um aumento de 36% nas vendas totais de carros em todo o mundo, nos últimos cinco anos, o segmento dos carros de luxo explodiu para 62% desde 2009. A IHS espera ainda uma expansão das vendas de carros de luxo de 21% nos próximos 2 anos. Isto mostra que o mercado internacional global internacional está a mudar. Por exemplo, a Europa está agora em último lugar nos continentes que procuram a gama de carros ostensivos. Em primeiro lugar está a China, depois os EUA e logo a seguir, por esta ordem, a Ásia, Médio Oriente e África.

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A China tem sido o principal país de aquisição deste sector, sendo neste mesmo país que reside a maior fatia de mercado para a Rolls-Royce e também para a Maseratie. Só nos últimos cinco anos o mercado chinês cresceu de 12 para 27%, segundo a IHS. Mas também a Ásia, Médio Oriente e África são regiões em expansão - regiões onde se ultrapassa mais facilmente a barreira dos 30.000 dólares do que em outra zona do planeta, de acordo com a IHS. 

Neste novo cenário multimilionário, são já as próprias marcas que estão a mudar a estratégia de mercado quando, por exemplo, a Bentley e a Rolls-Royce tomaram a decisão de construírem um utilitário desportivo em 2013. Enquanto a Ferrari inovava um 963 cavalos com um motor eléctrico e a Porsche mostrava um bólide com 2 motores eléctricos. Actualmente este segmento de mercado de automóveis de luxo é dominado por duas grandes equipas: a Italiana Fiat Chrysler (proprietária da Ferrari/Maserati) e a Volkswagen (Bentley/Lamborghini/Porsche), que se comprometem a fabricar e a fornecer veículos luxuosos a um número reconhecidamente crescente de milionários e multimilionários.