Entrou em vigor na semana passada mais uma medida que visa o aumento da empregabilidade, desta vez das camadas mais jovens e simultaneamente menos qualificadas. A medida Emprego Jovem Activo, integrada no programa Garantia Jovem, visa deste modo facilitar a inserção no mercado de trabalho de jovens entre os 18 e 29 anos, que não tenham concluído a escolaridade obrigatória e estejam a sentir dificuldades em ser inseridos no mercado de trabalho. Na prática, a medida vai permitir que estes jovens integrem um projecto por 6 meses, adquirindo assim experiência profissional, ao mesmo tempo que ganham algum dinheiro. Para breve está também prevista a entrada em vigor da medida Reactivar que irá permitir aos indivíduos com mais de 30 anos de idade a candidatura a um estágio profissional.

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Os jovens empregados ao abrigo desta medida serão inseridos em equipas de trabalho com 3 a 4 elementos, sendo que um desses elementos terá de ter no mínimo uma Licenciatura. Deste modo, são abrangidos por esta medida jovens entre os 18 e os 29 anos de idade, inclusive, com pouca qualificação e experiência profissional, nomeadamente jovens que não cumpriram a escolaridade obrigatória. Mas também jovens entre os 18 e os 29 anos de idade, inclusive, com uma qualificação de nível 6 ou superior. Em ambos os casos, os jovens têm de ser estar inscritos no Centro de Emprego como desempregados.

As equipas constituídas deverão desenvolver, sob o olhar atento de um orientador, um projecto previamente traçado pela empresa. Este projecto tem obrigatoriamente de ser relevante para a integração profissional dos indivíduos e não existir apenas para preencher postos de trabalho vazios na empresa. Qualquer pessoa de colectiva, pública ou privada, com ou sem fins lucrativos, pode submeter um projecto ao Instituto de Emprego e Formação Profissional.

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Os apoios para esta medida preveem o pagamento de uma bolsa mensal no valor de 293,45 €, no caso dos jovens menos qualificados, ou 544,99 € quando os jovens apresentam uma qualificação de nível 6 ou superior. Inclui também subsídio de alimentação ou refeição na empresa e seguro de acidentes pessoais. As entidades promotoras, por seu turno, são comparticipadas em 100% do valor mensal da bolsa, recebem 4,27€ diários pelo subsídio de alimentação mais 1,8678% do IAS, ou seja, 1,8678% de 419,22 € para o seguro de acidentes pessoais do jovem, isto por cada jovem contratado.

Esta medida vem juntar-se às medidas Estágios Emprego, Inov Contacto e Estágios na Administração Local. Tudo medidas criadas para combater o #Desemprego nas camadas mais jovens.