Depois de anos e décadas de batalha de informação, a população está a perceber que a comida rápida (ou fast-food) e a alimentação transgénica não beneficia a saúde nem a carteira. A informação traz benefícios à saúde. A informação que chega à população foi suficiente para colocar em causa o comportamento de mega-empresas de alimentação que se negavam a esclarecer aos consumidores todo o processo de produção alimentar. A McDonald's foi uma delas.

Os consumidores queriam saber o que lhes estava a ser servido nos restaurantes da marca, e a McDonald's negava-se a fazê-lo. Mas a população mostra-se cada vez mais informada acerca de químicos e procedimentos usados na cadeia de comida-rápida, graças a uma maior consciência colectiva acerca da nutrição e aos meios de comunicação alternativos (principalmente na Internet). Hoje são do domínio público os escândalos recentes que envolvem a McDonald's e, não raro, a fraca qualidade dos produtos da marca é mencionada em conversas fortuitas, que inclui a referência a "brindes" que vão desde travessões de cabelo a comida simplesmente irreconhecível ao paladar e à paleta nutritiva.

Os consumidores estão fartos de comer lixo, até porque não precisam dele. Assim que conhecem a composição dos produtos alimentares da McDonald's dificilmente ficam passivos diante da informação. Um dos indicadores da recessão da McDonald's foi quando a cadeia de fast-food tentou expandir as suas lojas na Bolívia, em 2013, e verificou que não havia mercado que aceitasse os pratos da McDonald's. O jornal Hispanically Speaking revelou que a empresa foi forçada a fechar as suas 8 lojas restantes na Bolívia porque os lucros já não compensavam as perdas.

A CNN, em reportagem, pergunta mesmo se a McDonald's já está condenada. E é a CNN que anuncia um novo paradigma na economia alimentar: parece que a fast food da McDonald's já teve os seus dias e os consumidores estão a optar por melhor informação e alimentos garantidamente naturais. Para a cadeia de televisão, o declínio de consumidores é o declínio financeiro da rede da McDonald's em todo o planeta. "As refeições da McDonald's já não são tão felizes (referindo-se ao menu Happy Meal) como eram? O gigante da fast-food parece preocupado.", comentou Paul La Monica, na CNN Money.

A McDonald's está a tentar tornar-se relevante de novo nos EUA, diz a empresa. Mas agora está a competir com gigantes de alimentos naturais como a Whole Foods, que oferece menus de base orgânica ao mesmo preço de um qualquer lanche da "McHappyLaunch". A McDonald's anunciou na semana passada resultados referentes ao último trimestre de 2014 bastante deprimentes num segmento de mercado que praticamente criou e se mantém agora apenas a tentar sobreviver.

Eis uma breve lista dos químicos que o consumidor se arrisca a ingerir numa refeição da McDonald's:

  • Azodicarbonamida - químico utilizado na criação de artigos de plástico de espuma, como esteiras de campismo/yoga;
  • Dimetilpolisiloxano - químico utilizado para fabricar implantes de silicone de seios e bolas de borracha;
  • Propilenoglicol - químico relaxante usado no conteúdo dos cigarros electrónicos.

A informação dá saúde e a escolha é sempre sua!