A ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque já enviou ao Fundo Monetário Internacional (FMI) o pedido formal onde é solicitado o pagamento antecipado, por parte do Governo português, de parte do empréstimo que fez a Portugal. A entidade concedeu a Portugal, em 2011, cerca de 27 mil milhões de euros. O objetivo do executivo de Pedro Passos Coelho é pagar nos próximos dois anos e meio 14 mil milhões de euros.

Em janeiro deste ano a ministra das Finanças tinha confirmado durante uma audição na Comissão de Orçamento e Finanças a intenção de Portugal começar a pagar ao FMI, uma vez que os juros cobrados por esta instituição são mais elevados do que os dos restantes credores, Banco Central Europeu e Comissão Europeia. Segundo Maria Luís Albuquerque, as contas públicas portuguesas permitem antecipar o pagamento por existirem poupanças que deixam o país numa situação confortável.

É desta forma que Maria Luís Albuquerque pretende começar a pagar o empréstimo contraído em 2011, pelo Governo de José Sócrates. A troika emprestou no total cerca de 78 mil milhões de euros, no âmbito do designado Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF). Na sequência deste pedido foram convocadas eleições antecipadas em Portugal, o PSD venceu sem maioria absoluta, tendo sido Pedro Passos Coelho eleito primeiro-ministro depois de uma coligação com o CDS de Paulo Portas.

À semelhança da Irlanda, o Governo português pretende amortizar os empréstimos, começando pela instituição que cobra os juros mais elevados. Esta semana Maria Luís Albuquerque irá apresentar e discutir o pedido feito ao FMI com os restantes governos europeus na reunião do Eurogrupo. A partir do momento em que o Fundo Monetário Internacional recebe o pedido, este ainda pode demorar a ser aprovado, uma vez que dentro da instituição existem alguns parâmetros a serem analisados. Os restantes credores que fazem parte da troika também terão de analisar o pedido e só depois será dada, ou não, luz verde, para Portugal reembolsar o FMI mais cedo.