Os portugueses terão que se preparar. Nos próximos dias, os proprietários irão começar a receber as cartas referentes ao pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). Ao contrário do que aconteceu nos últimos anos, em que vigorava uma cláusula de salvaguarda, estabelecendo que o aumento das casas reavaliadas seria no máximo de 75 euros, a partir deste ano está previsto um aumento na factura entre 35% a 40%, visto a cláusula de salvaguarda já não se encontrar em vigor. Espera-se ainda que, em alguns casos, o IMI possa aumentar até cerca de 500%.

A partir de 2015, os milhões de imóveis que foram re-avaliados entre 2011 e 2012, já não se encontram abarcados pela cláusula de salvaguarda, que durante os últimos dois anos impediu o aumento do Imposto Municipal sobre Imóveis, que era no máximo de 75 euros.

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Os jornais portugueses, durante a manhã desta segunda-feira, dia 9, afirmavam que o valor que os portugueses teriam que pagar actualmente, rondaria os 35% e 40%, mas nalguns casos o valor poderia chegar até aos 500%.

Luís Lima, presidente da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), teme que este aumento torne (quase) impossível que as famílias portuguesas o consigam suportar. Uma opinião que é também partilhada por Luís Menezes Leitão, presidente da Associação Lisbonense de Proprietários (ALP) que teme que, devido à impossibilidade das famílias conseguirem suportar o aumento deste imposto, possam perder as casas e que vejam estas serem tomadas pelo banco. O responsável diz ainda ter conhecimento de casos em que o valor patrimonial dos bens teve um aumento entre 1000% e 8000%, devido a avaliações antigas, que será posteriormente reflectido no valor do imposto a pagar.

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Segundo o bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, o IMI poderá tornar-se mais um factor de pressão para os orçamentos já apertados das famílias portuguesas.

De acordo com as informações mais recentes, cerca de 30% dos portugueses irão ter que suportar o aumento do IMI. Relativamente às isenções, o Estado Português acredita que serão cerca de 350 mil portugueses que poderão beneficiar, devido a dificuldades económicas, de uma isenção do pagamento deste imposto.