O grupo Sonae aumentou este ano o salário dos funcionários que ocupam lugares sem qualificações especiais, para os 520 euros. De acordo com o CEO do gigante português, Paulo Azevedo, trata-se de um aumento na ordem dos 3% num ano em que não há inflação. "Podemos afirmar com orgulho que estivemos durante todo o período da grave crise económica que o país viveu, a aumentar sempre os salários e os benefícios dos nossos funcionários que ganham menos. Trata-se de ponto de honra no grupo Sonae", afirmou.

No decorrer da apresentação dos resultados da Sonae em 2014, que se realizou nesta manhã de quinta-feira na Casa de Serralves, na cidade do Porto, Paulo Azevedo esclareceu que a Sonae criou quase 1000 posto de trabalho mas acautelou-se para o que pode vir a acontecer em 2015.

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"Se mantivermos este ritmo de crescimento, o grupo poderá vir a criar mais emprego e os números podem vir a ser iguais ou superiores aos registados em 2014. Mas tudo depende do crescimento e da sustentabilidade a médio e longo prazo", frisou.

"Por vezes, quando se fala em aumentos salários ou posto de trabalho, há a ideia de que é fácil. Mas na maior parte das vezes não é bem assim. Bem pelo contrário. Porque isto tem de ser feito com pés e cabeça, porque a vida não está fácil para ninguém e temos criar condições para todas pessoas que trabalham e venham a trabalhar tenham condições para fazer uma carreira e não para, no caso de vir uma nova administração, ter de mudar tudo, ou seja reduzir ordenados e em último caso, despedir. Não queremos isso na Sonae", acrescentou.

Questionado sobre o porquê deste aumento salarial, Paulo Azevedo referiu que este novo valor não tem nada a ver com o aumento do salário mínimo nacional, que subiu de 485 euros para 505 euros em Outubro de 2014.

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"Não tem nada a ver com o que se fez no final do ano passado em Portugal. Nós, na Sonae, temos este ponto de honra de aumentar anualmente o salário ou os benefícios de cada trabalhador, em especial aqueles que ganham menos na hierarquia do grupo. Por exemplo, só no que diz respeito ao subsídio de refeição pagamos cerca de 135 euros por mês, o que dá cerca de seis euros por cada dia. Desta forma, para além dos 520 euros, que servem neste caso como base, adicionamos outras elementos que denominamos como benefícios, que colocam assim o nosso grupo longe daquilo que designam como o salário mínimo nacional", referiu.

"Porém ainda está longe daquilo que desejamos que os nossos funcionários ganhem. Apesar de estarmos a falar de funções designadas como "não qualificadas", temos conseguido aumentar todos os anos um bom bocado os salários. O que é positivo, ainda assim. E com certeza que no futuro será melhor para todos os que trabalham na Sonae", finalizou Paulo Azevedo.