Ao abrigo do programa "Vistos Gold", no mês de Fevereiro foram registados mais de 100 pedidos de autorização para residir no nosso país. Nestas mesma lista de investidores estrangeiros em Portugal, o destaque vai para os cerca de 1800 chineses que desde 2012 compraram uma casa, com o valor mínimo 500 mil euros. Em segundo lugar aparece o Brasil, com 80 pessoas a investir em território luso, seguem-se depois 75 empresários russos. Estes dados foram facultados pela Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) num comunicado difundido ao início desta tarde de terça-feira, dia 10 de Março.

Dos mais de 2300 vistos atribuídos desde o ano de 2012, cerca de 2090 são referentes à compra de habitação, 115 são feitos por causa da transferência de capitais e, por fim, cinco pela criação de 10 postos de trabalho, no mínimo.

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"O impacto deste programa tem sido bom. Porém houve uma retracção nos últimos tempos, devido ao impacto mediático do recente escândalo de corrupção em que foram envolvidos vários representantes de diferentes organismos do Estado. Contudo, não há caso para alarme porque o impacto foi forte sim, mas não dramático", afirmou o presidente da APEMIP em comunicado, Luís Lima. "Prevejo ainda um crescimento acentuado no que se refere ao investimento brasileiro em Portugal, nos próximos tempos. Vários dados e relatos que me têm chegado, indicam essa forte possibilidade", acrescentou.

Desde a criação deste programa, registou-se mais de 1,5 mil milhões de euros em investimento em Portugal graças aos "vistos gold". Cerca de 1,3 mil milhões de euros refere-se à compra de imóveis. Por sua vez, a Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI) anunciou, também nesta terça-feira, que a aquisição de casa no mês passado (Fevereiro) atingiu um valor a rondar os 60 milhões de euros.

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O que por outras palavras, quer dizer que há "uma tendência de regresso à normalidade, e a valores que se registavam no final de 2014".

A atribuição de vistos pressupõe a emissão de uma ou várias autorizações a estrangeiros, fora do conhecido espaço Schengen, para viver ou investirem em Portugal, num período nunca inferior a cinco anos. Nos próximos tempos, deverá ser aprovada, na Assembleia da República, uma proposta elaborada pelo Governo nacional, com o objectivo de alargar este mesmo programa a investimentos que digam respeito à reabilitação urbana, investigação ou apoio à arte e cultura, bem como a projectos para zonas que tenham muita população em Portugal.