Novamente, o valor do euro caiu a pique com a especulação internacional, depois de ser anunciada a implementação do plano de Bruxelas de injetar 1,1 mil biliões de euros na economia da Euro Zona com vista a iniciar a recuperação da crise dos últimos anos. A falta de uma tomada de decisão na questão grega também não ajudou, cria uma instabilidade que não agrada aos investidores e deixa uma sombra negra a pairar sobre o futuro europeu. No geral, o euro registou uma queda de 12% desde o início do ano, aproximando-o da paridade com o dólar, por onde chegou a flutuar ontem. Esta manhã subiu um pouco, para 1,06, apesar desse valor ser uma pálida imagem do que já fora não há muitas semanas atrás.

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Não se viam valores tão baixos para o euro desde janeiro de 2003.

Novamente, convém verificar que a queda da moeda não é totalmente acidental, uma vez que poderia dar alguma vitalidade às exportações para fora do continente, especialmente com um dos importadores mais importantes, a Rússia, a estar agora fora dos limites da maioria das trocas comerciais. É de prever que a procura e encontro de novos territórios financeiros seja vista como um incentivo à criação de empregos, um problema que tem atingido as economias e sociedades do Velho Continente, e que ainda hoje é um ponto de rutura para diversos governos.

Do outro lado do mundo, Tóquio também está com problemas próprios e sentiu a necessidade de imprimir mais ienes de modo a compensar uma crise que se arrasta desde 2007, e que não dá sinais de acalmar.

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Um crescimento económico de 2,2% foi agora revisto para 1,6%, o que é visto como inaceitável para o governo de Shinzo Abe. O corte de taxas de juros na Coreia do Sul, que segue o exemplo tailandês, apenas veio desestabilizar ainda mais a posição japonesa, que, por sua vez, irá contagiar os mercados europeus e americanos.

Entretanto, o Banco Federal dos Estados Unidos procura maneiras de gerir o terreno que o dólar tem estado a ganhar. Contudo, o crescimento desmesurado dos últimos dias parece já ter passado, até porque se receia que um dólar demasiado forte possa ser contra-produtivo para a economia americana. O espectro da paridade com o euro não está ainda afastado, e, novamente, causa algum desconforto entre os investidores de ambos os lados do Atlântico. Pior ainda, o crescimento do dólar teria ainda efeitos noutras áreas, como o valor do petróleo, que continua a descer, e teme-se que possa ficar tão baixo como 20 dólares por barril. Como nas outras áreas, também esta queda acalmou nesta quinta-feira, com a estabilização nos 48 dólares por barril.

Admite-se que os preços estejam de momento estabilizados, e a prioridade americana prende-se agora com o solidificar dos ganhos.