Fernando Teixeira dos Santos, antigo ministro das Finanças de José Sócrates, está a ser apontado como o provável sucessor de António Tomás Correia à frente da Caixa Económica Montepio Geral. A mudança na liderança deverá acontecer no verão, altura em que cessa o mandato do actual líder da associação mutualista.

Segundo a notícia veiculada ontem pela SIC, Teixeira dos Santos passará a ocupar o cargo de presidente-executivo da Caixa Económica, banco comercial, instituição que continua sob alçada do Banco de Portugal ao abrigo do pedido de recapitalização e que foi alvo, no ano passado, de uma auditoria forense solicitada pela instituição que gere a actividade bancária em Portugal.

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Tomás Correia decidiu apenas recandidatar-se à associação mutualista, à frente da qual se deverá manter. Desta forma, as duas entidades passarão a ser geridas por supervisores diferentes. Além da liderança na associação mutualista, Tomás Correia deverá acumular as funções de chaiman do Conselho Geral e de Supervisão.

A separação entre o banco comercial e a associação mutualista acontece devido ao novo quadro de regulação europeu, o que vai dar origem a uma gestão mais transparente das duas entidades. Desta forma, as poupanças dos clientes da associação mutualista vão transitar para o banco comercial. Com estas alterações vai haver uma crescente autonomia da associação mutualista relativamente à Caixa Geral. Só depois da aprovação de um novo regime das associações mutualistas é que Teixeira dos Santos deverá assumir o cargo à frente do banco Montepio Geral.

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De relembrar que foi Teixeira dos Santos, enquanto ministro das Finanças do governo de José Sócrates, que negociou com a troika o pedido de resgate de Portugal. Foi também o antigo ministro que indicou o nome de Carlos Costa, um amigo de longa data, para ocupar o lugar de governador do Banco de Portugal.

Esta sexta-feira, dia 27, serão conhecidas as contas de 2014 do Montepio Geral. Apesar de ter registado lucros de 22,7 milhões de euros até ao mês de setembro, os analistas afirmam que o Banco de Portugal terá obrigado o banco a contabilizar 24 milhões de euros adicionais de imparidades. Isto deverá fazer com que o Montepio apresente resultados negativos na ordem dos cem milhões de euros. #Bancos