Os trabalhadores da Carris encontram-se em greve, por 24 horas, manifestam desta forma o seu desagrado com a subconcessão da empresa que está em curso. Os números de adesão à greve variam de acordo com as fontes: a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações garante que a greve atinge os 80%. O Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (Sitra), dá uma estimativa de cerca de 70% de adesão. A agência Lusa contatou a empresa, mas esta adia para mais tarde uma primeira análise à situação.

Serviços mínimos garantidos

Na sequência da convocação de serviços mínimos em tribunal arbitral, as carreiras que vão estar em funcionamento a 50% são:

  • Carreira 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz);
  • Carreira 751 (Linda-a-Velha - estação de Campolide);
  • Transporte exclusivo de pessoas com mobilidade reduzida.

Segundo a porta-voz da Transportes de Lisboa (que engloba a Carris, Metro e grupo Transtejo), a rede de ascensores e o elevador de Santa Justa estiveram em pleno funcionamento.

Publicidade
Publicidade

Os trabalhadores realizaram um plenário durante a manhã desta sexta, 10 de abril, na estação de Santo Amaro, onde se localiza oficialmente a sede da Carris. Segundo as palavras de Manuel Leal, os números registados de adesão à greve são o espelho de "uma grande greve contra os objetivos de privatização da empresa através a figura da subconcessão".

Saliente-se ainda que esta paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes e teve o apoio de três outros sindicatos, segundo o que foi afirmado pela Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações.

Greve na Carris prejudica utentes

Apesar de ser um direito constitucional, os utentes não deixam de lado as críticas e sentem-se enganados. Muitos não conseguiram chegar a horas ao trabalho ou à formação e garantem não ter outra alternativa, nomeadamente os que têm menos possibilidades económicas, que são os mais atingidos.

Publicidade

"Os passes estão pagos, por isso a empresa não tem nada a perder com a paralisação", afirmam os utentes.