O número de empresas criadas no país aumentou, de Janeiro a Fevereiro, 6,4% em comparação ao mesmo período do ano passado (2014). Os dados da consultora IGNIOS indicam 4533 novas empresas no primeiro mês e 3340 no segundo. Ao todo foram 7873 novas empresas constituídas nos dois primeiros meses do ano. Entre os distritos que mais se destacaram estão Lisboa (2136) e Porto (1475), ainda que na capital se tenha registado uma ligeira diminuição (de 29,3% para 27,1%). No Porto manteve-se na ordem dos 18,7%. Leiria, Setúbal, Braga e Aveiro também registam aumentos no tecido empresarial.

A maioria destas empresas fundadas incluem-se em "Outros Serviços", ou seja, 2681, seguindo-se categorias como "Automóvel", "Hotelaria e Restauração" e o "Comércio", indica o Observatório de Insolvência, Novas Constituições e Créditos Vencidos da IGNIOS.

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Na óptica da IGNIOS, estes dados mostram que os empresários estão mais confiantes, acreditando no crescimento da economia portuguesa no corrente ano.

Insolvências também aumentaram

Quanto às insolvências também aumentaram 4,4%, isto é, 1432 empresas fecharam as portas o que se traduz em mais de 60, em igual período do ano passado (2014). Entre os sectores mais "negros" encontra-se a "Restauração", o "Comércio", os "Transportes", o "Imobiliário" e a "Construção". O distrito de Braga destaca-se no número de encerramentos de empresas na categoria "Vestuário" (mais 64 empresas do que em 2014). Outros distritos preocupantes são: Viana do Castelo, Évora, Setúbal, Coimbra e Faro. Já as maiores cidades do país (Lisboa e Porto) sobressaem pela diminuição de insolvências comparativamente a 2014.

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No que toca a este assunto a IGNIOS justifica que se tratam, na sua maioria, de sectores que dependem da procura interna e das importações, como é o caso da "Construção", daí estes resultados.

Futuro ainda é incerto

Recentemente o FMI (Fundo Monetário Internacional) e a Agência de Notação Financeira Fitch confirmaram estar pessimistas face ao crescimento da economia portuguesa. As previsões agora são de 1,25% do PIB em vez dos 2% avançados inicialmente. A culpa é da ausência de investimento no país. #Negócios