O desemprego continua a registar, em Portugal, níveis muito altos. A falta de emprego na faixa etária mais jovem e com formação superior é bem visível e tem provocado uma crescente onda de emigração nos últimos anos. Contudo, há uma área que precisa de profissionais altamente especializados e que está em constante crescimento, mas os recrutadores têm dificuldade em encontrar candidatos com as competências adequadas. Existe trabalho na área das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), mas, de acordo com um estudo divulgado pela Comissão Europeia, a falta de profissionais neste campo é cada vez maior e por isso, apela aos Estados-membros que invistam na formação em Tecnologias.

As estatísticas indicam que nesta área, em Portugal, o desemprego ronda os 0%; no entanto, são necessários ainda mais profissionais especializados.

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Apesar de estar em crescente crescimento, as TIC não atraem tantos candidatos quantos seriam desejáveis, verificando-se também uma falta de adesão a estes cursos por parte do sexo feminino.

Para inverter esta situação, especialistas nesta área de #Recrutamento consideram essencial que as universidades preparem bem os alunos que frequentem cursos na área das TIC, fornecendo-lhes as competências nas áreas específicas que as empresas procuram, como o mobile, a programação e a computação em nuvem. Consideram também importante aliciar candidatos para esses cursos no momento da escolha de um curso profissional ou universitário.

Cátia Pesquita, docente da Universidade de Lisboa acha importante mostrar desde cedo, nomeadamente às crianças, que a informática pode ser uma carreira interessante.

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Como forma de promover a economia e as competências digitais, a Comissão Europeia criou o programa "eSkills for Jobs", que Portugal implementou há dois anos e que conta com parceiros como a PT, a IBM, a Microsoft e a Cisco. Por outro lado, no próximo ano lectivo, o Ministério da Educação pretende pôr em prática um projecto-piloto para testar a introdução de programação no currículo do primeiro ciclo para os 3.º e 4.º anos. O projecto tem 65 escolas inscritas e os alunos irão poder aprender as linguagens de programação Kodu e Scratch.