Empresas mais confiantes em Portugal, consumidores menos. De acordo com os dados do Eurostat, a confiança e as expectativas das empresas relativamente à economia subiu entre Maio e Junho em Portugal. Tendência contrária apresentou a União Europeia, bem como a zona Euro. Em ambas se registou um recuo da confiança de 0.3 e 0.9 pontos, respectivamente.

Em Portugal, o indicador está agora mais positivo, nos 105 pontos, após uma subida de 1.4 entre os últimos meses, isto depois da queda registada em Abril. O sentimento melhorou, aliás, em quase todos os sectores, excepto na construção. Apesar da queda global na zona Euro e na UE, entre as maiores economias a confiança quebrou só em Espanha, permanecendo quase igual em França e na Alemanha.

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Máximos de confiança desde 2008

Já os números de Portugal, recolhidos pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), apontam para um "máximo desde Maio de 2008" no que respeita à confiança no clima económico para as empresas. Do lado oposto está o índice para os consumidores, que quebrou em grande parte devido às perspectivas de evolução de poupança menos positivas.

No comércio, o indicador de confiança continua no valor mais alto desde 2011, embora na construção e obras públicas e nos serviços se tenham registado recuos. Os responsáveis da indústria transformadora também se sentiram mais confiantes em Junho, subindo a máximos de mais de sete anos.

Desemprego subiu face a Abril

Quanto à taxa de #Desemprego, segundo o INE esta recuou em Maio, em termos homólogos, mas subiu face a Abril.

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Continua assim uma tendência de certa forma positiva apresentada em 2015. As estimativas apontam para 13.2 por cento em Maio, uma quebra face ao mesmo mês de 2014, mas um aumento comparando a Abril (12.8 por cento). A estimativa aponta para quase 677 mil pessoas desempregadas no país, por contraste com os mais de 4 milhões e 444 mil empregados, menos 0,5% do que no mês anterior.

Estes dados surgem num dia em que o vice-primeiro ministro, Paulo Portas, se mostrou optimista quanto à evolução do desemprego. Na opinião do governante, o aumento do investimento no país vai criar postos de trabalho, sublinhando numa conferência a "tendência positiva" da quebra do desemprego no país.