Os funcionários dos balcões do Novo Banco receiam a chegada dos emigrantes portugueses enganados nos papéis comerciais do BES. Segundo noticia na passada sexta-feira, dia 24 de Julho, o "Jornal de Notícias", o clima é de verdadeiro medo entre os funcionários, tendo alguns já colocado baixa para o próximo mês de Agosto e outros pedido a transferência para balcões do Novo Banco mais isolados das grandes cidades. Para estes, o desespero e a frustração dos emigrantes portugueses, que viram as suas poupanças roubadas pelo BES, pode ser muito superior aos portugueses residentes no país. Caso tal aconteça, a situação pode facilmente perder o controlo e estes temem pela sua segurança.

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Dia 3 de Agosto vai fazer um ano que milhares de pessoas, que haviam investido no papel comercial do BES, viram todo o seu dinheiro retirado, sem qualquer aviso prévio e apanhados completamente desprevenidos. O desespero e a frustração nunca chegaram a um nível tão alto como agora. Por isso mesmo, muitos funcionários do Novo Banco, alheios aos problemas do BES, receiam que a chegada de emigrantes portugueses possa originar protestos que se extremem e a situação perca o controlo.

Dado esse facto, estes funcionários que trabalham nos balcões de atendimento, segundo avança o "Jornal de Notícias", têm pedido períodos de baixa e até transferências de balcões ou postos de trabalho, com o objectivo de evitarem estar em frente a centenas de pessoas enfurecidas, ansiosas por invadirem os seu locais de trabalho, sem qualquer tipo de controlo.

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Com manifestação marcada para 10 de Agosto no balcão do Novo Banco em Lisboa, destinado também para os emigrantes portugueses lesados e enganados, é de esperar nesse dia uma enorme carga policial para controlar a situação.

Apesar de segurança à porta, muitos funcionários não se querem sujeitar a este tipo de situações, algo totalmente legítimo, pelo que o funcionamento dos balcões em dias de manifestações podem estar em causa e nem sequer abrirem. "Tenho vergonha do meu país. Temos que levar isto até às ultimas consequências, vamos aos Tribunais Europeus se for necessário", confessou ao "Jornal de Notícias" M. Martins, um emigrante lesado que também irá participar nas mais variadas manifestações à frente dos balcões do Novo Banco. #Bancos #Emigração