Há cada vez mais portugueses com dívidas relativas a contas da luz, telecomunicações e água. Segundo o Jornal de Notícias, o número de dívidas através do Banco Nacional de Injunções (BNI) aumentou de 2013 para 2014 de cerca de 185 mil para quase 207 mil. Um aumento de mais de 20 mil dívidas, onde as dívidas inferiores a 500 euros contribuíram mais para este número. Estes números vão contra o que se tem vindo a comentar nos vários órgãos de comunicação social, onde se afirma que a situação económica do país está a melhorar, sobretudo a nível do desemprego que atingiu recentemente o valor mais baixo deste governo liderado por Pedro Passos Coelho.

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Natália Nunes, coordenadora do Gabinete de Apoio ao Sobre-endividado (GAS) da DECO (Defesa do Consumidor), assume que “são cada vez mais as pessoas que pedem ajuda” para pagar as suas dívidas. A coordenadora do GAS afirma ainda que “muitas delas já se encontram em fase de injunção” e que não têm dinheiro para pagar a sua dívida, apesar de reconhecerem que a têm. Foi dito ainda que as famílias deixam, numa fase inicial, de pagar a conta da luz (visto ser a conta que, normalmente, é mais cara), de seguida vem a conta da água e por fim os pacotes de telecomunicações (televisão, internet e telefone/telemóvel), isto tudo depois de, em muitos casos, terem conseguido pagar outro tipo de dívidas.  

Uma injunção é um procedimento jurídico destinado a reclamar créditos que não tenham sido impugnados para que se possa adquirir um título executivo num prazo curto (normalmente inferior a 3 meses) e com um custo igualmente reduzido.

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O devedor é notificado e, se não contestar, é emitido o título executivo desejado pelo credor. Caso o devedor conteste, o processo é remetido para a via judicial. Este procedimento é, infelizmente, cada vez mais conhecido pelos portugueses, visto que os números de dívidas, junto do Banco Nacional de Injunções, não páram de aumentar, fruto da situação actual do nosso país e do fosso cada vez maior entre os ricos e pobres.   #Desemprego #Bancos