Patrick Drahi é um dos principais donos do grupo francês que comprou a Portugal Telecom (PT). A Altice, cujos #Negócios não se restringem à Europa, adquiriu recentemente a sua segunda empresa nos Estados Unidos, a Cablevision, uma operadora de televisão por cabo. Apesar de ser actualmente uma das principais empresas de telecomunicações e media a nível mundial, a Altice faz uma gestão rigorosa das companhias que adquire, que passa por uma política de cortes nos custos. O presidente da empresa francesa revelou há poucos dias não gostar de pagar salários.

Patrick Drahi admite que não gosta de pagar salários e que paga o mínimo de salários que for possível.

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Foi numa conferência da Goldman Sachs, em Nova Iorque, que o empresário proferiu tais declarações.

Após anunciar a compra da Cablevision, Drahi considerou que aquela empresa estava a pagar salários anuais demasiado elevados aos seus gestores, que chegavam aos 300 mil dólares (mais de 250 mil euros).

Questionado pelo “Jornal de Negócios” no âmbito das declarações polémicas do dono da PT, Jorge Felix, dirigente do sindicato dos trabalhadores da PT (STPT), manifestou a sua preocupação. Todavia, segundo este sindicalista, ainda não foram divulgadas pela direcção da PT informações que vão ao encontro do que foi dito por Drahi, mas sabe-se que está a proceder-se a uma reorganização da empresa. Jorge Felix afirmou que a Altice assumiu compromissos com a STPT, nomeadamente no que diz respeito aos contratos em vigor e tabelas salariais.

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A venda da PT ao grupo francês Altice foi oficializada no final do ano passado, tendo sido autorizada pela Oi, empresa brasileira que detinha até então 100% da empresa de telecomunicações.

Na mesma conferência em Nova Iorque, Patrick Drahi assumiu a intenção de continuar a comprar mais empresas de distribuição por cabo e posteriormente pretende investir na área das telecomunicações móveis.

A Altice já é  o quarto maior fornecedor de televisão por cabo nos Estados Unidos e o grupo quer, a médio e longo prazo, retirar metade das suas receitas dos negócios que detém naquele país.