A Comissão Europeia discorda da criação do banco do fomento e ressalva que a entidade que mais pressão fez para a sua constituição foi o Banco de Portugal. Na altura em que surgiu a IFD o ministro das Finanças era Vítor Gaspar e o #Governo também não fez questão que a IDF fosse criada. Agora, segundo a edição online do Diário Económico, a Comissão Europeia já pediu um parecer à Direcção Geral da Concorrência (DG Comp) sobre a viabilidade do banco do fomento, receando mesmo que sirva apenas para mais “um lugar para amigos”, refere o jornal, citando fonte de Bruxelas.

A ideia da IFD surgiu quando a Troika esteve em Portugal, após várias reuniões e discussões em torno do propósito e objetivos desta entidade. Acabou por ser constituída já depois da saída da dos credores de Portugal, mas com o “sim” da Comissão Europeia. Bruxelas aprovou a chamada primeira fase do banco de fomento, em que se prevê que a IFD seja responsável pela gestão e distribuição de fundos estruturais e apoio financeiro às pequenas e médias empresas.

Atualmente, a Comissão Europeia entende que as funções para que a IFD foi constituída estão a ser desempenhadas pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), considerando por isso desnecessária a sua continuação. Durante a campanha eleitoral, foram várias as vozes que se levantaram contra a existência do banco do fomento, que até ao momento, segundo Catarina Martins, cabeça de lista do Bloco de Esquerda, gastou 400 mil euros apenas para o pagamento de salários dos funcionários.

Um dos pontos que a fonte de Bruxelas revelou ao Económico coincide com a versão bloquista, pois até ao momento a IFD apresentou apenas custos fixos com as despesas dos nove membros da administração e a abertura do concurso para a contratação de técnicos. No site oficial da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), a entidade define que a sua missão é “conceber, estruturar e operacionalizar soluções de financiamento que permitam colmatar falhas de mercado no acesso das PME portuguesas ao financiamento, contribuindo assim para o desenvolvimento económico e para a criação de riqueza e emprego, com volumes crescentes de valor acrescentado”. #Bancos