De acordo com o site Dinheiro Vivo, o dia 27 de novembro vai ser marcado pela abertura do primeiro balcão do Banco CTT. Contrariando a tendência do fecho de agências e da redução de estruturas, os CTT fazem o precisamente o oposto com a abertura do primeiro balcão dos CTT só para colaboradores. No próximo ano está prevista, nos primeiros três meses, a abertura de 50 lojas e passados três anos serão 604.  

O diretor de comunicação e marca dos CTT, Miguel Salema Garção, afirma que será um banco simples e de confiança. O banco que irá ser lançado no mercado não pretende distanciar-se dos CTT, tendo sido feito o primeiro registo em fevereiro com o nome Banco Postal e no mês seguinte Banco CTT e BCTT. Essa mudança estratégica de nome servia para confundir as pessoas mais curiosas. 

Miguel Salema Garção, com uma extensa equipa dos CTT e com a agência Havas Design+ - entidade responsável pela imagem do Novo Banco, do Banco Best e do Montepio - investiram muitas horas para "criar uma marca fortíssima". Nas lojas dos CTT foi criada toda uma envolvência para dar a conhecer a abertura do Banco CTT. 

Desde finais dos anos 90 que houve tentativas de investir na criação de um banco postal, inicialmente em parceria com a Caixa Geral de Depósitos e em 2005 com o Banif. No entanto, essas tentativas não foram avante. Em dezembro de 2013 o tema surgiu novamente quando 70% do capital dos CTT foi privatizado. 

Por todo o país fecham balcões e os escândalos do BPN, BPP e do BES fazem com que surjam alertas da banca. Para o gestor Francisco Lacerda, esta pode ser uma oportunidade para o Banco CTT. Enquanto existem #Bancos a diminuir a sua presença no mercado, pois existem muitos balcões a encerrar por todo o país, surge uma oportunidade para os CTT. 

O designer Pedro Albuquerque, fundador da Albuquerque Design, também falou ao Dinheiro Vivo e concorda com Francisco Lacerda. Na sua opinião, os CTT são uma marca popular e isso é uma vantagem. Uma marca com história, consistente e competente. O bom trabalho dos CTT dá confiança e credibilidade e isso torna-se uma vantagem para o banco. São fatores importantes e credíveis para chegar ao cliente. 

Para o consultor de marketing da PC & Associados, Pedro Celeste, os CTT estão a forçar um caminho diferente, tendo em conta o poder da marca CTT. Apesar da experiência dos CTT na área financeira, nos Certificados de Aforro e Tesouro, o consultor de marketing tem grandes reservas quanto à iniciativa no setor bancário.  #Negócios