Dois mil milhões de libras (2,6 mil milhões de euros) foi o valor pago por um consórcio canadiano pelo London City Airport, um aeroporto central que serve a cidade de Londres. Os chineses da Hainan Airlines (Grupo HNA) e futuros accionistas da TAP (Transportes Aéreos Portugueses) estavam também na corrida à compra da infra-estrutura britânica, com uma oferta de 2,5 mil milhões de euros. No entanto, foram hoje (26 de Fevereiro) superados pelo grupo canadiano constituído pelo fundo de pensões dos professores de Ontário e a Borealis, segundo o jornal inglês The Guardian.

O aeroporto londrino, localizado a dez quilómetros do centro da capital inglesa, está no meio de uma disputa política relacionada com o projecto de expansão. Este projecto prevê a chegada anual de 6,5 milhões de passageiros em 2023. Boris Johnson, o presidente da Câmara de Londres, vetou o plano de expansão que iria custar cerca de 250 milhões de libras (317 milhões de euros). O projecto previa a instalação de mais terminais na infra-estrutura inaugurada em 1987 e detida pelos grupos norte-americanos GIP (Global Infrastructures Partners) e a Highstar Capital, que controlam actualmente 25% do aeroporto.

O grupo chinês da HNA, que serviu nos primeiros anos como operador local de transporte aéreo, apostou mais recentemente nos sectores de turismo e da logística. Em Janeiro deste ano, o grupo fundado em 1993 anunciou a compra da empresa norte-americana Avolon Holdings por 7,6 mil milhões de dólares (6,9 mil milhões de euros) e mais recentemente a compra de uma posição na companhia aérea brasileira Azul, de David Neeleman (o actual presidente executivo da TAP).

Segundo um comunicado emitido pelos accionistas chineses no presente mês, o grupo HNA compromete-se a realizar um empréstimo de 120 milhões de euros à companhia aérea brasileira Azul, reservado à compra de obrigações convertíveis da TAP a 10 anos. Para além deste empréstimo, o grupo prevê outro financiamento de cerca de 300 milhões de dólares (274 milhões de euros) à Azul. #Negócios