A economia portuguesa revela várias debilidades, uma vez que já foi realizado um relatório sobre os desequilíbrios macroeconómicos no país e as notícias não são as melhores. A grande debilidade do país é o endividamento, não só por parte das famílias e das empresas, mas também por parte do Estado. 

As portugueses estão endividados "até ao pescoço", relata um artigo realizado pelo jornal Expresso. Esta situação faz com que Bruxelas esteja mais atenta aos planos que Portugal irá apresentar para pôr em prática as reformas estruturais. O país encontra-se em risco de não cumprir o Pacto de Estabilidade e Crescimento e de entrar em crise por défice excessivo, o que trará consequências, como por exemplo sanções.

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Estes problemas encontrados na economia portuguesa serão discutidos numa cimeira que decorrerá a 17 e 18 de Março e, em Abril, os Estados terão de apresentar os orçamentos para 2017 e Bruxelas irá analisar as diferentes situações e olhar também para os números finais do ano anterior (2015) e perceber se Portugal está delinear programas para corrigir estas debilidades macroeconómicas, nomeadamente a questão do endividamento, disse hoje (9 de março), a jornalista do Expresso Ana Sofia Santos à edição da Manhã da SIC Notícias. 

O Banco de Portugal falou ontem sobre o crédito malparado e as notícias também não se revelaram as melhores. O crédito malparado foi reduzido no ano passado, no entanto em Janeiro os bancos portugueses revelaram o valor de 17,7 mil milhões de euros do crédito concedido que está malparado, querendo isto dizer que é de cobrança duvidosa.

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Deste valor cerca de 12 mil milhões pertencem às empresas portuguesas e os restantes 5 mil milhões pertencem às famílias. Os mais de 5 mil milhões do crédito malparado das famílias portuguesas correspondem a 9% da dívida.

Estes números revelam-se bastantes elevados quando comparados com os valores de não há muitos anos, quando o mesmo crédito malparado rondava os 2%. O endividamento por parte das famílias é muito significativo, no entanto o Estado também tem dívidas elevadas. 

O país está a viver uma situação em que as taxas de juros se encontram baixas, porém o crédito malparado encontra-se alto. Num cenário hipotético, se essas taxas de juros subissem a situação seria, possivelmente, muito mais alarmante.  #Negócios #Bancos