O Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) relevou alguns dados sobre os trabalhadores inscritos que solicitaram a suspensão dos seus vínculos contratuais, para que pudessem ter direito ao subsídio de #Desemprego. De acordo com uma notícia avançada pelo Diário Económico, em Portugal existem ainda mais de duas mil pessoas registadas no IEFP com salários em atraso, apesar de existir uma tendência de descida nos últimos meses. No entanto estas pessoas não contam para as estatísticas de desemprego, pois o seu vínculo contratual ainda existe e está apenas suspenso. Estes números continuam a deixar transparecer que apesar da recessão no país não estar tão acentuada, ainda existem diversas empresas a ter alguma dificuldade em atingir a estabilidade no mercado em que operam.

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Com base nos elementos apresentados pelo IEFP, em janeiro existiam 2016 pessoas inscritas devido ao facto de estarem com salários em atraso. Para que possam ter direito ao subsídio de desemprego estes trabalhadores têm de se inscrever nos centros de emprego e respeitar todos os requisitos legais em vigor. Em média, os trabalhadores inscritos encontram-se nesta situação há mais de 23 meses. Comparando os números avançados pelo IEFP em 2015 podemos ver que a tendência é de descida no número de inscritos, mas existe uma subida gradual no prazo de permanência. Em janeiro de 2015 existiam 3 182 trabalhadores com salários em atraso inscritos e a média de permanência era de 18,5 meses. Já em dezembro o número tinha descido para 2 120, mas a média de permanência subiu para perto dos 23 meses.

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O IEFP indicou ainda que conta com 64 582 empregados inscritos, ou seja são pessoas que apesar de terem um vínculo contratual ativo, pretendem mudar de emprego. Em relação ao total de inscritos e considerados estatisticamente como desempregados, o número ascende os 570 mil, existindo ainda 114 mil pessoas consideradas como “ocupadas” e 22 mil pessoas indisponíveis temporariamente por doença. Em suma, existem mais desempregados dos que os que são apresentados estatisticamente e apesar de existirem apenas duas mil pessoas inscritas por terem salários em atraso, o número total pode ser mais crítico pois não se sabe ao certo quantas pessoas se encontram nesta situação. #Negócios #Governo