O preço a pagar pelo consumidor ficou ainda mais dependente do valor da matéria-prima nos mercados internacionais, a Bolsa de Londres no caso português, pois o #Governo decidiu que em 2017 não haverá variação ao imposto. Será possível estimar a evolução dos preços que os portugueses terão de pagar, mas será mais difícil de controlar a subida das cotações nos mercados internacionais.

Na presente semana só se verificou um aumento ligeiro do preço da gasolina 95, no preço de referência (preço de referência que serve para o cálculo do custo a apresentar ao consumidor final). Esta subiu para 1,322 euros por litro, contra os 1,321 euros por litro verificados na semana passada; o gasóleo desceu de 1,130 euros por litro para 1,129 euros por litro, segundo dados revelados da Entidade Nacional para o Mercado dos #Combustíveis.

Segundo as contas feitas pela Lusa, verifica-se que desde janeiro de 2016 a gasolina aumentou mais de 30% e o gasóleo 45%.

Os impostos referentes aos produtos petrolíferos em Portugal são 41,4% para o gasóleo e 49,9% para a gasolina.

O valor do crude pesa 35,3% na constituição do preço de referência no gasóleo e 30,5% na gasolina. O IVA tem um peso de 18, 7% no custo. O restante fica a cargo da incorporação de biocombustíveis e despesas com descarga, armazenamento e reservas.

Se o Governo não alterar o imposto, o custo dos combustíveis apenas irá depender da sua cotação nos mercados internacionais. Caso se verifique a queda nos preços do crude nos mercados internacionais, será uma boa notícia para os consumidores portugueses.

O CDS-PP, através da sua líder, Assunção Cristas, acusou o Governo de "não honrar a sua palavra" ao não fazer a revisão trimestral do imposto sobre produtos petrolíferos que havia prometido anteriormente. Este este seria um imposto "neutro para os portugueses", mas vê-se que "essa neutralidade não existiu" e que o "Governo já não está interessado em honrar a sua palavra nesta matéria", afirmou a líder do CDS, após a visita à fábrica da Compal em Pombal. #Legislação