Na segunda edição da Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC), realizada em dezembro de 2014, um em cada três professores chumbou. Dos 2490 candidatos, 854 obtiveram nota negativa. Esta prova de acesso ao ensino, para professores que não pertencem aos quadros e têm menos de 5 anos de serviço, é comum a todos os candidatos e pretende avaliar os profissionais em áreas como a interpretação de textos, raciocínio lógico e resolução de problemas. A média total dos resultados situou-se abaixo de 56%.

Foi na parte final da prova, onde era solicitada a redação de um texto de opinião para avaliar a capacidade de escrita dos candidatos, que foram sentidas as maiores dificuldades. Neste exercício a média não foi além dos 10 valores (numa escala até 20 valores).

O Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), entidade responsável pela elaboração desta prova, informa que a mesma visa avaliar conhecimentos e capacidades de âmbito geral, que se consideram essenciais para o exercício desta profissão. O ministro da #Educação, Nuno Crato, voltou a defender na comissão parlamentar de Educação, Ciência e Cultura, a importância da PACC, como instrumento de seleção dos melhores professores. Crato acrescenta que um professor não pode dar 20 erros de ortografia numa frase, rejeitando a ideia que o objetivo da prova seja humilhar ou despedir professores.

Ainda não há datas marcadas para as provas específicas, que estão previstas realizarem-se ainda no mês de Fevereiro. Vários sindicatos já entregaram pré-avisos de greve ao serviço de avaliações para todo o mês.

Questionado sobre os resultados obtidos nesta prova, Mário Nogueira, líder da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), diz que o resultado é "absolutamente normal" uma vez que entende que a prova é "absolutamente idiota", e que não tem nada a ver com a profissão dos professores.

Uma vez que a componente comum da PACC é eliminatória, os candidatos que chumbaram nesta prova ficam desde logo impedidos de realizar a componente específica, pelo que não vão poder concorrer a dar aulas este ano, tendo que realizar um novo exame.