Num estudo realizado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística) e apresentado pelo Ministério da #Educação e Ciência concluiu-se que, em 2014, foi de 17,4% o total de jovens entre os 18 e os 24 anos a abandonar o Ensino Secundário recorrente. Estes dados foram apresentados pouco tempo antes do Plenário do Conselho Nacional de Educação que se realiza esta segunda-feira, tendo como tema central o projeto "Retenção Escolar nos Ensinos Básico e Secundário". Os jovens de 18 anos são os que mais abandonam a escola sem completar os 12 anos de ensino, nesta faixa etária. Em alguns casos, acabam por seguir cursos profissionais ou vocacionais. No ano letivo 2014/2015 existe um total de 22660 alunos inscritos no ensino básico e 1910 no ensino secundário a frequentar o ensino vocacional.

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O total de 17,4% de taxa de abandono precoce escolar, apresentado nesta estatítica, demonstra um decréscimo de 1,5% de abandono, face ao resultado de 2013 e de 5,6%, tendo em conta os resultados obtidos em 2011. 

O Ministério da Educação e Ciência apresentou estes resultados em comunicado, no qual refere ainda que Portugal deverá conseguir atingir a meta pretendida pela União Europeia: uma taxa de abandono precoce de apenas 10%, em 2020.

Outra questão que se coloca é qual a intenção de prosseguir estudos no caso de quem conclui o 12.º ano de escolaridade. Já no fim de 2014, no 4.º Barómetro EPIS (Empresários pela Inclusão Social), ficou mostrado que os jovens acreditam cada vez menos nos estudos académicos. Para este estudo foram entrevistados 2192 alunos que frequentavam o 3.º ciclo (7.º a 9.º ano de escolaridade), no ano letivo de 2013/2014.

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Destes, 54,5% afirma querer tirar um curso universitário, após terminar o ensino secundário. Já 39,5% destes estudantes mostra vontade de ficar apenas com os 12 anos de ensino completos e um total de 6% dos entrevistados pretende terminar apenas o 9.º ano de escolaridade.

Segundo Pedro Estêvão e Maria Álvares, investigadores do Centro de Investigação e Estudos de Sociologia, do Instituto Universitário de Lisboa, "o abandono escolar inibe diretamente a participação plena na vida da comunidade, pelos défices de competências de interpretação, expressão, organização de discurso, crítica, (etc.), como indiretamente, através dos efeitos da autoimagem da precariedade e dos baixos salários numa sociedade em que trabalho e consumo são elementos identitários centrais". Logo, o combate ao abandono escolar precoce é fundamental para se conseguir o crescimento económico do país.