Os alunos do 3º ciclo do ensino básico (do 7º ao 9º ano9  vão aprender técnicas de suporte básico de vida. Os professores e os funcionários vão também ser incluídos na formação. A iniciativa resulta de um protocolo entre a Direcção-Geral de #Educação e o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM). O protocolo entra em vigor já este ano.

O suporte básico de vida consiste no "conjunto de procedimentos e atitudes" que se devem tomar aumentar as hipóteses de sobrevivência de uma pessoa em paragem cardiorrespiratória. Não substituindo a chamada dos profissionais e meios do INEM, o suporte básico de vida pode ser vital para salvar uma vida enquanto a ambulância não chega. As habitualmente chamadas "manobras de reanimação" podem ser realizadas por qualquer pessoa, com o INEM a alertar que "crianças a partir dos 10 anos" podem salvar vidas.

Neste sentido, a formação vai ajudar os jovens, não só a executar as técnicas, mas também a manter a calma em situações de risco de vida para uma pessoa próxima, e a saber reagir da melhor forma. Formar cidadãos mais conscientes de si mesmos e dos outros, mais sensibilizados para as questões da saúde e capazes de salvar vidas, no médio e longo prazo, são os objectivos do protocolo.

A iniciativa prevê também que o pessoal escolar receba formação adequada, além de que "todas as escolas devem ter um local adequado para prestar primeiros-socorros", de acordo com a DGE. Os professores poderão obter formação de formadores certificada, nesta área, de modo a estarem aptos, no futuro, a transmitir este conhecimento às próximas gerações. O protocolo entre as duas instituições será assinado hoje, quinta-feira 5, de acordo com um comunicado divulgado ontem à imprensa, pelo INEM.

Reagindo à notícia, alguns pais e mães celebraram o facto nas redes sociais. "Ora aí está uma grande ideia, os miúdos vão à escola para serem pessoas melhores e mais capazes", e "o meu filho vai ser o primeiro cá em casa a saber técnicas de reanimação" foram alguns dos comentários. Outro pai, mais conservador, gracejava: "não sei se quero a minha filha a treinar respiração boca a boca com os colegas." No geral, a ideia foi acolhida com entusiasmo.