Depois de muito contestada e boicotada a Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) que alguns professores são obrigados a realizar para poderem concorrer ao Concurso Nacional de Professores, agora o Guia da Prova para a componente específica vem determinar que os professores não podem ir sós e sem autorização do Júri Nacional, localizado em Lisboa, ao WC. Para além disto, recentemente o Papa lamentou o facto de os professores serem mal pagos. E, como se não bastasse, o psicólogo Eduardo Sá afirmou que achava os professores muito estranhos.

A 5 de Março foi publicado o guia da PACC pelo Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), disponível online, onde se determina no Capítulo VII que "os candidatos estão impedidos de se ausentarem da sala, durante a realização da prova, a não ser em caso de força maior e sempre mediante autorização prévia do JNP". Acrescenta-se ainda que "os candidatos, nas condições referidas no ponto anterior, serão sempre acompanhados por um elemento designado pelo órgão de direção". Ou seja, se durante a realização da prova, o professor tiver de tratar das suas necessidades fisiológicas, terá de pedir autorização ao Júri da Prova, localizado em Lisboa, e ainda aguardar pela atribuição de um acompanhante à casa de banho. No referido guia, não é especificado como a autorização prévia é feita, isto é, como os professores podem solicitar autorização de forma prévia à possível necessidade fisiológica, e se as necessidades fisiológicas são consideradas caso de força maior.

Para se inscrever na prova, que pode ser mais do que uma, o professor tem de pagar 15€, conforme estipulado no Despacho n.º 14052-A/2014, de 19 de novembro, e no Aviso n.º 2075-A/2015, de 24 de fevereiro. Recentemente o Papa lamentou que o trabalho dos professores seja mal pago. Nas suas palavras, "Ensinar é um trabalho lindíssimo, é pena que os professores sejam mal pagos, porque não é apenas o tempo que gastam ali para fazer escola: depois têm de preparar-se, têm de pensar em cada um dos alunos, como ajudá-los a avançar. É verdade, é uma injustiça".

"Acho os professores muito estranhos!" foi o que o psicólogo Eduardo Sá disse numa entrevista, intitulada "Os professores (ainda) são um bem precioso?", à rádio TSF e revista Pais e Filhos, que em parceria têm um programa que se propõe "partilhar ideias, conselhos de quem sabe (desde os conselhos técnicos de pediatras e psicólogos, aos conselhos de pais), propostas de lazer, de brincadeiras, de passeios e reportagem. Sem nunca deixar de responder às dúvidas dos pais, vamos também ouvir os filhos". Eduardo Sá acha que um professor só pode ser estranho porque, para além de trabalhar imenso e muitas vezes em situações difíceis, é ainda extremamente desconsiderado e, apesar disso, persiste no seu trabalho. O psicólogo remata dizendo que o professor é também inacreditável e mágico!
#Educação #Governo