Mark Dawe, responsável por um dos organismos que atribui classificações e qualificações escolares no Reino Unido, veio recentemente defender que o uso do #Google devia ser permitido nos exames. O director da Oxford, Cambridge e RSA Examinations (OCR) acha mesmo que o motor de busca devia estar ao nível do uso das calculadoras. Para este especialista, mais importante que a forma como é conseguida, é a resposta que é dada pelos examinandos. Apesar da polémica que a sua ideia está a provocar, Dawe acredita que no futuro os alunos irão poder consultar a internet durante a realização de exames.

No entender deste especialista, os estudantes, durante o processo de ensino-aprendizagem já recorrem a esta ferramenta para procurar e obter respostas, nomeadamente quando, no decorrer das aulas o professor faz alguma questão e eles pesquisam por respostas nos motores de busca.

Segundo os meios de comunicação social britânicos, depois destas declarações terem sido proferidas, foram muitas as personalidades da área da #Educação que criticaram a ideia facilitista defendida pelo líder da OCR. Consideram que, a ser posta em prática, esta ideia pode contribuir para a descredibilização do ensino e para a redução dos níveis de exigência. Ainda segundo os críticos, este conceito não vai beneficiar os alunos e futuros profissionais, antes pelo contrário, vai penalizá-los ainda mais, considerando que existem grandes problemas ao nível dos padrões de exigência no ensino, quando comparados com outros países.

De acordo com algumas estatísticas, os alunos ingleses, aos 15 anos, estão 3 anos atrasados em relação aos alunos chineses, no que respeita às aprendizagens e quando chega a hora de ingressarem no mundo do trabalho, os empregadores queixam-se de que muitos jovens têm falta de competências essenciais à realização dos trabalhos.

Mark Dawe defende que os professores devem avaliar sobretudo a forma como os alunos interpretam as respostas e não tanto a forma como as obtêm. No mundo actual, diz, muitos dos conhecimentos já são obtidos através da web. Dawe defende o uso do Google nos exames, mas com alguns limites e barreiras: os alunos disporiam de um tempo limitado para procurar a informação e o motor de busca não seria permitido em todos os exames sem excepção.