Durante a madrugada de hoje, dia 2 de junho, foi tomada a decisão por parte da Associação Académica de Coimbra (AAC) de não voltar a participar no Movimento Nacional de Estudantes. A AAC já tinha ameaçado deixar o movimento desde a semana passada. A decisão de rutura para com as restantes associações académicas de todo o país sucedeu na Assembleia Magna - órgão máximo de decisão do organismo - onde são discutidos assuntos relativos ao Ensino Superior.

Esta sentença veio em consequência de, no dia 24 de março (Dia do Estudante), os alunos se recusarem a almoçar com o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. Mais tarde, o motivo desta decisão foi justificado pela Associação, explicando que a mesma foi recebida com "repressão e hostilidade" pelo movimento associativo nacional.

A decisão da não-participação no Movimento Nacional de Estudantes faz com que a AAC, a partir de hoje, não se apresente mais nos Encontros Nacionais de Académicas e nos Encontros Nacionais de Direções Associativas.

Durante a apresentação da moção, Bruno Matias (presidente da AAC), declarou que pretende organizar, durante o mês de junho, um roteiro pela cidade de Coimbra e também pelo país, como forma de reunir várias entidades ligadas ao Ensino e Juventude. Pretende também, criar um livro de reivindicações da Associação Académica. Com isto, o objetivo do dirigente estudantil é tentar identificar algumas propostas sobre as matérias de #Educação e poder apresentá-las em campanha nas eleições legislativas.

Matias afirma, em comunicado, que "a AAC pretende apontar as fragilidades do Ensino Superior e as dificuldades vividas pelos estudantes" e pretende também tornar este ensino mais "justo, igualitário e de qualidade".

Após a moção, sucederam algumas intervenções contra a decisão de Bruno Matias, alegando que a Académica se afastou por questões meramente políticas e de mediatismo pessoal. O Presidente da AAC rejeita qualquer tipo de acusações vindas de outras associações de estudantes e acrescenta ainda que, garante estar comprometido em lutar pelos interesses estudantis, uma vez que os próximos tempos serão cruciais para uma mudança política para o Ensino Superior. #Jovens