As críticas das Associações de Pais relativamente ao tema das férias escolares subiram recentemente de tom. Uma recomendação do Conselho das Escolas aprovou, para além de muitas outras propostas, uma pausa para "férias de outono" a acontecer a meio do primeiro período. Esta pausa é proposta para que as escolas possam fazer uma avaliação e discutir aspetos a melhorar, principalmente para ajudar alunos com maiores dificuldades. Em sentido contrário está a Confap (Confederação Nacional das Associações de Pais), que defende menos pausas e um envolvimento diferente dos alunos na escola, que deve ir além das quatro paredes da sala de aula. Para a Confap só deveria existir um mês de férias escolares; ou seja, o ano letivo deveria decorrer desde o início de Setembro ao final de Julho.

As Associações de Pais temem que sejam maiores as pausas do que os períodos de aulas e entendem que a revolução no #Ensino não passa por mais pausas, mas sim por reestruturar os programas escolares. Estes devem permitir uma melhor aprendizagem e mais tempo para que os alunos consigam esclarecer dúvidas. Outra das propostas passa precisamente pela aprendizagem fora da sala de aula: os alunos devem aprender estando envolvidos com os espaços exteriores da escola e com atividades extracurriculares. O Presidente da Confap, Jorge Ascensão, dá exemplos de aprendizagem prática tais como aprender Português através do teatro ou História através de visitas de estudo.

"A aprendizagem na escola tem que começar a sair do paradigma clássico das salas de aula com o professor a escrever no quadro preto e as secretárias alinhadas", referiu Jorge Ascensão. As críticas são também dirigidas à realização dos exames nacionais do 4º e 6º ano; se o objetivo destes é avaliar conhecimentos, faz sentido que sejam no final do ano letivo, mas se o que se pretende é perceber o nível de conhecimentos dos alunos e o que é preciso fazer para o melhorar, então os exames devem acontecer a meio do ano no sentido de dar essa mesma hipótese de melhoramento. Jorge Ascensão lamenta que este organismo não consiga ter um pensamento abrangente e apresente pequenas medidas que não produzem grandes resultados.