Durante o ano letivo que se aproxima, 274 escolas vão ter a oportunidade de poder ajudar os seus alunos com maiores dificuldades, bem como melhorar vários outros aspetos. O Ministério da Educação atribuiu este ano às instituições escolares que se conseguiram distinguir por fatores como a sua eficácia educativa e o sucesso na prevenção de abandono escolar, maiores créditos horários. Isto significa que estas escolas terão ao dispor maior número de horas para reforçarem a carga curricular de determinadas disciplinas, assim como para tomarem medidas que beneficiem os alunos. De acordo com o Público, a lista, divulgada há pouco tempo, atribui esse privilégio a um número que corresponde a um terço de escolas e agrupamentos distribuídos por todo Portugal.

De acordo com o Observador o ministério dirigido por Nuno Crato manifestou satisfação pelos resultados conseguidos por parte das escolas em questão, mais especificamente nas notas dos alunos e na gestão de cada escola. O número de escolas premiadas neste ano foi maior, tendo no ano anterior sido distinguidos 259 escolas ou agrupamentos.

Alguns dos fatores determinantes para este galardão foram a evolução dos resultados dos alunos ao longo do tempo, os resultados dos exames nacionais, as taxas de sucesso de conclusão escolar e a redução do número de casos de abandono escolar, entre outros.

Com estas medidas as escolas distinguidas terão mais recursos e poderão recorrer a medidas de melhoria, tais como: reforçar a carga curricular de certas disciplinas, disponibilizar mais tempo para apoiar os alunos, contratar outros técnicos (além de docentes), entre outros. De acordo com o Público, o Ministério da Educação refere ainda que as atribuições dos prémios visam incentivar um bom trabalho educativo, procurando incentivar as escolas portuguesas não só à melhoria nos seus resultados escolares, mas também a uma melhoria da sua gestão.

Apesar disso, conforme refere o Observador, estas distinções também têm sido alvos de várias críticas, tendo uma delas vindo do Conselho de Escolas em 2013, que apontou que as escolas com bons resultados eram beneficiadas em relação a outras que precisavam mais das medidas em causa. Em 2014 dois investigadores da Universidade Católica apontaram o mesmo defeito a este prémio numa notícia do Público, criticando os benefícios atribuídos a escolas que já estão em contextos favoráveis e salientando que os benefícios são atribuídos a escolas que tenham registado uma "melhoria pontual", o que acaba por deixar um pouco de parte as instituições que melhoraram os seus resultados de uma forma mais progressiva. #Ensino