Dublin e Cork, duas cidades irlandesas, necessitam urgentemente de enfermeiros de nacionalidade portuguesa para trabalhar em lares de idosos e hospitais públicos de referência. Sabe-se que o salário mais baixo pago a estes trabalhadores é 2.800 euros mensais. A empresa recrutadora é a "Go Work" (Grupo Rumos). Serão 50 contratos entre profissionais com alguns anos de experiência e profissionais sem qualquer experiência.

Os trabalhadores contratados terão de assistir pacientes em lares de idosos, cujas funções incluem: administrar a medicação, desenvolver os planos de cuidados de saúde, bem como interagir com os familiares dos pacientes. Entre as exigências destaca-se um inglês acima da média e interesse pelo país - a Irlanda.

Em retorno, irão receber um salário anual de 36.500 euros, o que significa 2.800 euros por mês, pagamento extra de feriados e domingos podendo significar mais 25% de ordenado. O horário será de 39 horas semanais. Para além disto tudo, o alojamento no primeiro mês é pago, terão um curso de inglês de cinco semanas e apoio em todas as burocracias para trabalhar como enfermeiro neste país europeu.

Enfermeiros portugueses continuam a sair de Portugal

Apesar de o número de enfermeiros portugueses a solicitar documentação à respectiva Ordem para ir trabalhar para fora do país ter diminuído em 2014, os números continuam a ser elevados, ou seja, 2082 profissionais. Uma média de 5,7 pedidos por dia, indica a Ordem dos Enfermeiros.

Sabe-se ainda que nos últimos seis anos mais de dez mil enfermeiros (10 775) demonstraram interesse em abandonar o país. Até ao momento, o ano com mais saídas destes profissionais de saúde foi 2012, com 2814 enfermeiros a pedirem documentação à Ordem de Enfermeiros. No topo das preferências encontra-se a Europa. Bélgica, Alemanha, Suíça, Irlanda, França e Inglaterra são os países com mais enfermeiros portugueses.

Na maioria dos casos, os enfermeiros que abandonam Portugal estão no início de carreira, havendo também uma fatia considerável de profissionais entre os 30 e os 40 anos, muitos dos quais altamente especializados, tal como confirma a Ordem dos Enfermeiros. #Desemprego #Emigração