O Eurostat (conhecido como sendo uma autoridade estatística pertencente à União Europeia) deu a conhecer recentemente uma estatística reveladora do estado do emprego em Portugal. Segundo a observação em causa, 10,1% dos portugueses que têm emprego estão a exercer esse mesmo cargo em regime de "part-time". O valor em questão é correspondente a cerca de meio milhão de lusitanos. De acordo com o Dinheiro Vivo, se essa observação se estender a toda a população da União Europeia, observa-se que 19,6% das pessoas que trabalham o fazem em tempo parcial, tendo o valor na Zona Euro sofrido um aumento para 21,5%.

O resultado observado em Portugal relativamente a este aspeto está bastante similar ao valor que foi observado no ano de 2011, no qual a percentagem de trabalhadores em "part-time" correspondia a 10,3%. O Dinheiro Vivo salientou que este número esteve mais alto durante o "pico" da crise, tendo chegado aos 11,2%. No entanto, o valor recente revela uma queda nessa estatística no caso português.

No caso de Espanha, o valor é significativamente maior, estando cerca de 15,8% da população trabalhadora a exercer funções a tempo parcial.

A mesma fonte revela que em Portugal estão a começar a surgir cada vez mais os chamados "part-times forçados". Este problema, para o qual a Comissão Europeia e a Organização Internacional do Trabalho estão a alertar, refere-se a empresas que conduzem pessoas dispostas a trabalhar em "full-time" para um "part-time". O Eurostat revelou que 455 mil portugueses caíram nesse tipo de situação precária.

Este tipo de situação precária começa-se a notar cada vez mais desde há alguns anos. Em 2013 uma notícia do Expresso apontou, na altura, um crescimento significativo desses "subempregos", cujos salários chegavam a estar abaixo de 310 euros. A mesma fonte apontou que vários portugueses não conseguiam sair dessa situação de precariedade, manifestando, ainda assim, o desejo de exercerem funções a tempo inteiro de modo a conseguirem um salário maior.

Ainda durante o presente ano, o Dinheiro Digital revelou que, em 2014, Portugal estava em quarto lugar no que tocava à taxa de trabalhadores que exercem funções nesses "subempregos". Os três primeiros lugares foram ocupados pela Grécia, Chipre e Espanha. #Desemprego