Atualmente, o flagelo do #Desemprego afeta 536 581 portugueses, menos 87 649 do que há um ano. Uma redução também explicada pelo número crescente de portugueses a aceitar trabalhos de contact center. A Blasting News foi investigar este trabalho emergente que está a absorver muitos trabalhadores e promete criar novos postos de trabalho. As conclusões negativas prendem-se com os contratos precários e incertos e com a certeza de que este sector cresce porque a mão de obra portuguesa é mais barata, mais especializada e comparada a países como Tunísia ou Índia.

A Blasting News teve acesso ao primeiro contacto entre a Randstad e os candidatos. A agência Randstad é que intermedeia todo o processo entre a angariação de trabalhadores e a empresa Altice. E o grande aliado desta agência de trabalho será o IEFP. É precisamente a partir dos centros de emprego e formação profissional que a Randstad consegue filtrar os interessados.

Tudo começa com o IEFP a convocar os inscritos no centro de emprego. 16 pessoas que desconhecem o motivo pelo qual foram chamadas entram numa sala, onde encontram uma folha de inscrição para um emprego de call center, que pede informações de identificação básicas e questiona sobre habilitações literárias do candidato e nível de conhecimentos na língua francesa e de informática. Preenchidas as fichas, um representante da Randstad começa por explicar a oferta.

A proposta:

Uma vaga no futuro contact center da Altice em Fafe, para apoio ao cliente de uma empresa francesa, radicada em França. Conversações integralmente em francês e com necessidade de conhecimentos básicos de informática para introdução de dados no sistema. O horário de trabalho são as 40 horas semanais, divididas por cinco dias da semana, que serão realizadas entre as 7h00 e as 21h00, entre segunda a sábado. O salário é de 520 euros (seja licenciado ou sem qualquer formação) acrescido do subsídio de alimentação. Existe ainda um possível valor de incentivo, que rondará os 100 euros mensais, caso o trabalhador atinja um determinado nível de satisfação para a empresa.

O termo do contrato é incerto e a vinculação efectiva acontece apenas no final de seis anos de trabalho consecutivo com a empresa.

Formação:

Antes do contrato incerto, há ainda o tempo de formação. Assim que o candidato esteja habilitado a trabalhar para a Altice, ou seja, após ter capacidades linguísticas e informáticas para o efeito, terá que passar por um período de formação, dividido em dois momentos.

1º Período: Seis semanas de formação, já em Fafe. Já em regime de oito horas diárias, entre as 9h00 e as 18h00, de segunda a sexta-feira. Esta formação é paga a dois euros por hora, valor isento de descontos para Segurança Social e IRS.

2º Período: 90 dias de estágio, já no local de trabalho e no contexto de trabalho normal. A única diferença será a possibilidade de regressar à formação, caso a pessoa ainda não esteja suficientemente preparada e... a remuneração. Nesta fase, sobe para 2,5 euros por hora aos quais se soma o subsídio de alimentação.

Findo este período, o formando receberá a verba por todo o tempo de formação. Caso a pessoa desista no início, meio ou final da formação, não receberá nada pelo tempo despendido com a formação.

 

Todo este processo é fomentado pelo IEFP. Continue a ler...