A morte de Oscar de la Renta na segunda-feira, dia 20 de Outubro, simboliza o fim de uma fase na #Moda norte-americana, segundo críticos e editores de moda que transmitiram o seu pesar em colunas de opinião e entrevistas. O estilista, nascido a 22 de Julho de 1932 na República Dominicana, criava peças de roupa que se tornavam objectos de desejo para muitas personalidades, não só do mundo do espectáculo, como da política. O costureiro, de 82 anos, traçou os primeiros esboços em Madrid, quanto tinha 18 anos, e depois em Paris. Com o talento consolidado, mudou-se para Nova Iorque, nos Estados Unidos. Nos anos 60 e em 1965 captou a atenção de Jaqueline Kennedy, para quem criou vestidos que já se tornaram icónicos.

Publicidade
Publicidade

Hoje em dia, as suas criações já eram sinónimo de charme e glamour, tanto em eventos presidenciais e políticos como nas passadeiras vermelhas de Hollywood. Chegou a vestir personalidades como Sarah Jessica Parker (a sua personagem Carrie Bradshaw, chegou a dizer num dos episódios de "O Sexo e a Cidade", que um vestido do estilista era "pura poesia"), Amy Adams, Nicole Kidman e Taylor Swift, assim como Hillary Clinton, Oprah Winfrey e Barbara Walters.

Em Setembro passado, Amal Alamuddin escolheu um dos vestidos de noiva do costureiro quando se casou com George Clooney. "O George e eu queríamos um casamento romântico e elegante e eu não consigo imaginar alguém mais capaz do que Oscar para captar esse estado de espírito num vestido", disse na altura a advogada de origem libanesa à revista Vogue.

Publicidade

O lado suave de Oscar de la Renta

"O mais importante na moda é ter a memória de um mosquito. Nunca se olha para trás. Olha-se sempre em frente. Somos tão bons quanto a nossa última colecção", constatou Oscar de la Renta à revista Gotham. No seu caso não é bem assim. O costureiro não é apenas conhecido pelo seu trabalho na moda. A sua persistência em continuar activo depois de ter sido diagnosticado com cancro em 2006 e o seu trabalho social na terra-natal fazem também parte do seu currículo.

O último representante de uma geração de estilistas icónicos da segunda metade do século 20 foi responsável pela fundação de um orfanato chamado La Casa del Niño, na República Dominicana, que neste momento acolhe 1200 crianças na cidade La Romana. Além disso, para a história ficam as suas criações que mudaram a indústria da moda.