Depois de uma história rica em que chegou a ser a mais prestigiada organização agrícola do país, a Casa do Douro vai desaparecer no primeiro dia do ano de 2015. O governo português decidiu que chegou a hora de terminar com esta organização, que durante vários anos foi gerida de forma negligente e foi acumulando dívidas na aquisição de matéria prima que nunca foi escoada. Por outro lado, esta decisão torna-se incompreensível tendo em conta todo o historial e património da organização em questão.

A Casa do Douro está prestes a desaparecer e com ela vai todo um historial. O Estado português acha que chegou a hora de decretar a falência desta marca e irá criar uma nova com base nos interessados em adquirir o património através de concurso.

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O Ministério da Agricultura, através do seu secretário de estado anunciou que os futuros donos deste património vão ficar com a sede da organização, seis lugares no Conselho Interprofissional e ficarão também com o valor em quotas, das taxas de produção no IVDP e diretos aos bens remanescentes após terminar o processo de liquidação da dívida da organização.

Uma vez mais o Estado português assume a sua má gestão de forma indireta ou entrega de cargos diretivos a quem não os merece e vai novamente despachar uma marca prestigiada para quem queira obter lucros rapidamente. É incompreensível que se passem desta forma empresas para a mão de privados que num espaço mínimo de 3 anos vão começar a obter lucros de foram exponencial.

Deve ser ressalvado que o mercado em que está inserida está avaliado em 500 milhões de euros por ano, e é de facto apetecível a diversas entidades a aquisição da quota que se encontra neste momento "à deriva".

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Quem ficar com a gestão de todo este património/marca irá ter como base a sede da Régua e a avaliação de cerca de seis milhões de euros em vinho e muitos outros imobiliários que tornam este ativo bastante apetecível.

Existe, no entanto, alguma apreensão por parte da secretária-geral da AEVP, Isabel Marrana que refere que "pode surgir uma associação que não tenha legitimidade para representar o Douro" perante este processo que em nada dignifica a marca em questão, nem o vinho do Porto.

Estaremos perante mais um negócio vergonhoso em que os únicos a sair prejudicados vão ser os portugueses, que vão perder mais uma prestigiada marca? Sinceramente esperemos que não, para bem deste nosso país.