Este fim-de-semana foi rico para a comunicação social. Para além da detenção do antigo primeiro-ministro José Sócrates, houve lugar à decisão sobre as lideranças do PS e Bloco de Esquerda. Enquanto que no PS a eleição de António Costa era mais do que esperada por ser o único candidato, no BE existiam duas moções divergentes e a incógnita sobre quem sairia vencedor foi constante. No final, assistimos a António Costa a ser eleito com 96% dos votos e no BE existiu um empate que adia à decisão sobre quem vai liderar a corrida às próximas #Eleições legislativas. Duas situações bem distintas nestes dois partidos que pretendem "arrumar" a casa antes da campanha para a eleições legislativas.

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O Partido Socialista teve a eleição do seu novo líder marcada principalmente pela detenção de um antigo líder e também antigo primeiro-ministro. A eleição de António Costa quase que foi absorvida pela detenção de José Sócrates, de quem António Costa chegou a ser o seu braço direito no governo que tomou posse em 2005. No entanto António Costa foi como tudo indicava, vencedor das eleições internas com 96% dos votos.

No que diz respeito ao BE a convenção, marcada também para este fim-de-semana, vincou apenas o debate de ideias, mas sem qualquer conclusão sobre a sua liderança. De um lado estavam os atuais lideres João Semedo e Catarina Martins concorrendo contra a moção de Pedro Filipe Soares que tentava apresentar-se como solução para liderar o BE nas próximas eleições legislativas.

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No final, ambas as moções acabaram empatadas e cabe agora à mesa da assembleia decidir quem irá liderar a comissão política, decisão essa que será tomada nos próximos dias após as diferentes moções dialogarem também entre si para tentarem chegar a um consenso.

Apesar dos casos mediáticos de corrupção e constantes detenções estarem a dominar a atualidade política nacional, as próximas eleições legislativas vão ser marcadas tanto por estes mesmos casos como por quem estiver a liderar os diferentes partidos, pelo que este fim-de-semana de decisões nestes dois partidos da oposição acabou por ser colocado em segundo plano. Uma vez mais, o que seria de facto importante para a população - conseguir ter conhecimento e também perceber quais são as suas alternativas de votos - é completamente suplantado por casos de corrupção envolvendo membros do PS e PSD.

Depois de todos estes casos, ficamos já a perceber como vão ser as próximas eleições, ou seja, o debate que deveria vir a ser sobre propostas concretas para a melhoria da situação económica do país, vai ser apenas um confronto de acusações sobre quem é mais corrupto nos dois maiores partidos, relegando para segundo plano qualquer proposta que venha a ser apresentada pelos demais partidos.