São diversas as investigações jornalísticas que associam vários políticos a lojas maçónicas e não é difícil acreditar que tal aconteça quando assistimos a tantos favorecimentos sem sentido. Sempre se percebeu que existem várias "forças" externas que lideram o caminho trilhado por quem se senta na Assembleia da República e por consequência quem acaba por vir a constituir #Governo. No entanto, todos os processos que pudessem ser levantados sobre favorecimentos e corrupção eram sempre arquivados devido à força da maçonaria. Mas ultimamente vemos diversos políticos e detentores de altos cargos do governo a serem detidos. O que mudou? Será que estamos perante uma guerra de lojas maçónicas que está a levar ao surgimento de diferentes processos associados a membros dos maiores partidos portugueses?

Henrique Neto, que se iniciou na vida política no PCP e mais tarde saiu para o PS onde acabou por ser até eleito como deputado a convite de Jorge Sampaio, assume regularmente que quem manda na assembleia é a maçonaria.

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As sua declarações vão ainda mais longe e afirma inclusivamente que quem lidera há vários anos as bancadas do PS, PSD e CDS são membros de lojas maçónicas. Segundo Henrique Neto, existe uma enorme pressão nos corredores da assembleia que de uma forma ou de outra acaba por forçar a integração dos deputados recém eleitos em lojas maçónicas.

Recentemente foi Mário Soares a assumir que se havia convertido à maçonaria francesa para conseguir apoio na criação do seu partido (PS) e posteriormente conseguir liderar os destinos de Portugal, assim que acabasse a ditadura. Muitos nos lembramos de toda a vida política da pessoa em questão. Foi Primeiro-ministro, Presidente da República, e mesmo nos dias de hoje, 41 anos após ter criado o PS, continuamos a vê-lo a tentar influenciar a justiça quando um dos seu discípulos (José Sócrates) acabou por ser detido.

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Neste fim-de-semana pudemos assistir ao congresso do PS com a consagração do antigo braço-direito de José Sócrates. Todos os chamados históricos, ou por outras palavras maçons, se uniram para catapultar António Costa para a liderança. Depois de deixarem José António Seguro fazer o trabalho "sujo" e passar três anos a juntar as peças desfeitas pela liderança de José Sócrates, este núcleo duro dentro do PS foi minando vários polos para que a liderança do Partido voltasse para a mesma fação.

As guerras entre partidos passaram para um nível bem superior e, neste momento, assistimos a uma braço-de-ferro entre PS e PSD com o desencadear de processos judiciais. Assim que uma das famílias sentiu que tinha sido atingida com o processo dos vistos dourados, na semana seguinte assistimos à detenção de um antigo Primeiro-ministro e líder do PS. Coincidência?

José Sócrates, no único comunicado feito até agora, indicou expressamente "Ainda agora o processo começou". Ou as "famílias" se entendem ou mais membros vão ser incriminados e veremos até onde este enredo irá parar.