Hoje vamos fazer uma análise sobre alguns pontos do orçamento de estado para o próximo ano de 2015. Uma das indicações que do #Governo relativamente às contribuições do portugueses, mais precisamente a sobretaxa em sede de IRS, foi manter a mesma. No entanto, existem "condições" que, se forem devidamente atingidas pelo Estado em 2015, podem fazer com que esse valor tributado venha a ser devolvido em 2016. Conclusão, se as receitas forem suficientemente boas, o Estado devolve o que cobrou a mais indevidamente, caso contrário os valores referente à sobretaxa ficam nas mãos dos nossos governantes para cobrir os seus gastos.

Na mesma linha de cobranças, o Estado indica no orçamento que irá conseguir arrecadar cerca de 13.168 milhões de euros em receitas de IRS, ou seja, irá existir um acréscimo de 2,4% ao valor total que se espera vir a ser cobrado até ao final de 2014.

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Posto isto fica a dúvida: mesmo assim é necessário cobrar a sobretaxa? Ou será que este governo está a assumir de forma indireta que não sabe controlar as suas despesas?

Passando para outro ponto, o governo mantém a possibilidade dos trabalhadores do sector privado receberem os seus subsídios em duodécimos. É de facto uma boa medida, pois assim continua a conseguir "enganar" os trabalhadores que olham para o valor total dos seus recibos de vencimento e não percebem a quantidade de deduções que lhes são feitas todos os meses.

No que diz respeito ao IRC, temos a primeira redução neste orçamento. O Estado português irá passar o IRC dos atuais 23% para 21%, o que é uma boa noticia para as empresas. Mas assim sendo temos de voltar a questionar, por que motivo o IRC é diminuído e a sobretaxa para além do IRS se mantem nos valores actuais?

Existem também alterações aos montantes despendidos para a educação.

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O desinvestimento com a educação é cada vez maior e desta vez o governo baixa o valor total em 11,3%, relativamente ao orçamento do ano transato. Depois de tudo o que se passou com a colocação dos professores, o governo português continua a dar indicações de que pouco (ou nada) se preocupa com a formação dos jovens em Portugal.

Uma vez que no próximo ano iremos ter eleições legislativas em Portugal, era de esperar que existissem algumas medidas que beneficiassem a população, as chamadas medidas de "caça ao voto". Em vez disso o governo continua na mesma linha de cortes aos trabalhadores. Será que o desgaste e falta de soluções são de tal forma grave, que estão já a abdicar do lugar?