No dia de hoje, foi anunciado pelo Ministério das Finanças que a receita fiscal líquida acumulada do Estado teve um crescimento de sensivelmente 7%. Na sua grande maioria, este crescimento teve por base o aumento das receitas e não tanto o corte da despesa. Por outro lado, foi também no dia de hoje divulgado um estudo que, uma vez mais, vinca o decréscimo do poder de compra dos portugueses. Foi anunciado que, no âmbito geral, um em cada dez portugueses não tenciona comprar presentes neste #Natal. Por outras palavras, enquanto o Estado líquida dívidas através da cobrança de impostos, a população fica privada de festejar esta quadra como nunca tinha estado nos últimos anos.

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De acordo com os números apresentados pelo Ministério das Finanças, o crescimento de cerca de 7% na receita fiscal acumulada entre Janeiro e Outubro, deve-se essencialmente ao aumento da receita. A receita valeu quase 90% da diminuição do desequilíbrio das contas públicas, sendo que ao nível dos impostos foi verificado um aumento de 6,8% nos valores coletados em relação ao mesmo período no ano de 2013. Por seu lado, a redução da despesa do estado ficou-se pelos 10%, o que uma vez mais demonstra que o Estado é mais eficaz a cobrar impostos do que a reduzir os seus próprios gastos.

Curiosidade foi que, também no dia de hoje, foi apresentado um estudo sobre as intenções de compra dos portugueses para este natal. Não é de estranhar que com tantas reduções no poder de compra dos contribuintes, este estudo tenha revelado que apenas 46% dos inquiridos pretende efetuar compras de natal com o subsídio de natal.

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Este valor teve um decréscimo brutal relativamente ao ano passado onde a percentagem se situava nos 82%.

Mais vergonhoso ainda foram os dados apresentados sobre os inquiridos que indicaram não ter direito a qualquer rendimento extra para esta quadra. Enquanto que em 2011, apenas 9% dos inquiridos declarou que não iria receber o subsídio de natal, este ano o valor subiu exponencialmente para 27%. Estes dados indicam uma clara diminuição do poder de compra da população residente em Portugal, que se tem vindo a agravar nos últimos anos.

Em suma, para que o Estado consiga cumprir com as suas obrigações para com a Troika e restantes devedores para liquidar as dívidas que continua a acumular, toda a população portuguesa fica privada de rendimentos que sempre foram seus por direito. Prevê-se uma época de poucas compras que, por sua vez, irá limitar as faturações no comércio, que têm nesta quadra uma tábua de salvação. Tudo isto fazendo com que a indústria portuguesa também veja diminuído o seu volume de vendas. É este o ciclo invertido que o Estado português pretende que continue? É desta forma que o consumo interno vai ajudar no aumento do PIB? #Governo