Em pleno século XXI grande parte das mulheres deste planeta não têm os mesmos direitos dos homens e, em muitos casos, nem direitos têm. Nos países governados por movimentos fundamentalistas, as mulheres não têm direitos, são perseguidas e violentadas. Se recusarem cumprir uma imposição do marido podem ser apedrejadas até à morte. Noutros casos, se tiverem a ideia ou vontade de aprender a ler ou escrever, podem ser raptadas, torturadas, violadas e até mortas.

Há países em que uma vaca tem mais direitos que uma mulher. No mundo ocidental, as mulheres tendem a ter os mesmos direitos dos homens. Mas, se analisadas algumas situações, muitos são os casos, especialmente no acesso ao emprego, em que a sua condição de mulher é limitativa, sendo até impeditiva.

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Em Portugal a libertação da mulher e a sua afirmação é evidente, mas não é tão antiga quanto pensamos. Há poucas dezenas de anos a mulher não tinha o direito de votar e, se recuarmos um pouco, nem sequer aprendia a ler. Cada vez mais a mulher ocupa cargos de responsabilidade e até liderança na hierarquia do estado, não por ser mulher, mas por mérito.

Quotas paritárias, em algumas situações políticas é vergonhoso criando a ideia que a mulher só se impõe com permissão do homem. Deveriam ser as mulheres a exigir o seu lugar pela afirmação e competência. Deveriam ser as mulheres a não aceitar tal regime que pressupõe inferioridade em relação ao homem e sem hipótese de se afirmarem sem ser pela via da "secretaria". Gostaria ainda de referir a proibição da mulher para ocupar alguns cargos em instituições religiosas.

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Muitas mulheres tinham a profissão de "doméstica", termo quase pejorativo, mas, se analisado em profundidade, mais não eram que "governantas". A doméstica cuidava da casa, dos filhos, do marido, do jardim, e até em muitos casos de pequenas explorações agrícolas. A mulher "acordou", afirmou-se pela positiva, deixou de ser a submissa do marido. Nos centros urbanos começou mais cedo, no meio rural está a afirmar-se. Comunicação social, telecomunicações e internet levam à mulher as notícias, o conhecimento, mas também levam a revolta.

A verdadeira paridade começou pelas tarefas diárias, pelo sustento da #Família. No entanto, os velhos hábitos, o álibi de sexo forte, falta de educação ou défice moral, não foi banido. O homem continua a pensar ser dono da mulher. Tudo funciona bem, quando tudo corre bem. O homem emigrava, mandava o sustento para a família e a "governanta" ficava a aguardar pelo regresso do marido. O amor reforçava-se. A mulher parte para o emprego manhã cedo, o marido arranja os filhos, parte para o emprego, regressam os dois, partilham-se as tarefas, o amor flui.

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Acaba o emprego, falta o pão, começam a estar juntos muitas horas, por vezes sem nada para fazer. O homem sai, diverte-se com os amigos, gasta o pouco que tem, resulta em discussão. A mulher sai, arranja-se, vai a uma entrevista para emprego, o homem desconfia da sua fidelidade, começa a discussão. A crise continua, a falta de valores morais impõe-se, um dos dois pensa que autonomamente ou na companhia de outro par, consegue sobreviver com mais qualidade de vida, começa a discussão. O homem quando casou ouviu dizer que o matrimónio era para sempre e presumiu ser proprietário da mulher.

Enfim, a educação ou falta dela, falta de princípios/formação, crise e afirmação da mulher estarão na escalada de violência doméstica? Esta escalada será mais violenta porque a comunicação social invade a nossa casa? Duas perguntas: Como serão os filhos criados debaixo de um clima assim? Como serão as próximas gerações? #Justiça