Donald Tusk foi nomeado há cerca de três meses pelos líderes da UE e completa assim um ciclo de mudanças na liderança das instituições, ao fim das eleições europeias em maio passado. O polaco de 57 anos tomou posse no dia 1 de dezembro e espera-se que seja um importante intermediário na mediação dos temas quentes que pairam sobre a Europa. O seu mandato irá decorrer durante dois anos e meio. A cerimónia da tomada de posse foi realizada em Bruxelas, com a presença do seu antecessor Herman van Rompuy.

O Conselho Europeu, o mais alto órgão político da União Europeia, é composto pelos Chefes de Estado ou do Governo dos países membros.

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O até então ministro da Polónia disse que este cargo irá ser ocupado com um grande sentido de propósito e que a Europa vive tempos difíceis sendo completamente necessária muita determinação para pôr termo à crise económica. Salientou que é preciso completar a união económica e monetária entre todos.

A sua primeira tarefa será já a 18 e 19 de dezembro quando Tusk vai presidir pela primeira vez a uma cimeira, e a sua capacidade como presidente será testada em temas como a crise na Ucrânia e o novo pacote de investimento europeu. Donald Tusk está contente e diz encarar esta nova fase da sua vida como uma oportunidade, e que com trabalho e empenho se espera que sejam resolvidos muitos dos problemas.

Há ainda piadas que estão relacionadas com o facto de Tusk não ser um especialista na língua inglesa, mas, apesar dele ter consciência disso, acredita-se que saiba o suficiente por enquanto.

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De qualquer forma, o político já se terá comprometido a polir o seu inglês nos próximos tempos. Tusk conhece bem o Conselho Europeu, porque já pertenceu a ele enquanto primeiro-ministro da Polónia por cerca de sete anos. Os desafios vão ser importantes, e o facto de manter boas relações com alguns dos líderes chave europeus, como a chanceler da maior economia dentro da europa, a Alemanha, Angela Merkel, ou o David Cameron, primeiro-ministro do Reino Unido - sobre o qual pairam incertezas da saída da UE - pode ser uma mais-valia. O político é também visto como útil para tentar mediar a crise entre Rússia e Ucrânia.