A separação do motor de pesquisa dos restantes serviços foi requerida à Comissão Europeia pelo Parlamento Europeu. E, pese embora ultrapasse a mesma, a análise de medidas que certifiquem a concorrência na Internet encontram-se em causa, no sentido da antecipação de abusos dos serviços interligados por operadores de motores de pesquisa. Estando em causa a imparcialidade e a transparência, desde a indexação até à apresentação e ordenação dos motores de pesquisa, é solicitada a igualdade dos mesmos. E embora não seja vinculável acaba por se tratar de mais um sinal de adversidade que a #Google tem sentido na União Europeia.


Sendo a Google o motor de pesquisa mais utilizado na Europa, acaba contudo por não ser referida, mas percebe-se que se trata da empresa em consideração. Não terá ocorrido qualquer reação da parte da Google a este facto. De referir que a Comissão Europeia, enquanto responsável no espaço da União pela regulação da concorrência, encontra-se há cerca de quatro anos a levar a cabo investigações às práticas da empresa. As mesmas estão relacionadas com a associação de outro tipo de serviços da empresa nas próprias páginas de resultados, tendo sido apresentadas queixas por uma coligação da qual a Microsoft e a Nokia fazem parte.


Relativamente à associação ao motor de pesquisa da Google tem-se vindo a constatar na Europa problemas que colocam testa a testa a empresa e a Comissão Europeia. Segundo fontes noticiosas, na quarta-feira, dia 26 de novembro, as entidades responsáveis pela protecção de dados de cada país fizeram questão que a empresa aplicasse o chamado "direito ao esquecimento", não só nos motores relativos a cada Estado membro (como exemplos Google.pt.; Google.es.; google.fr....), mas também em todas as versões.


O "direito ao esquecimento" foi fruto de uma decisão do Tribunal de Justiça da União Europeia, e por solicitação dos interessados, a Google é obrigada a eliminar das pesquisas alguns resultados. Na sequência dessa decisão, a empresa Google terá iniciado a remoção de links a pedido de utilizadores em junho deste ano. Em Espanha, verificou-se a ocorrência de pedidos de remoção de links para conteúdos menos adequados, irrelevantes ou excessivos, aquando da pesquisa pelo nome do interessado. A Google, todavia, acabou por proceder simplesmente à remoção no que diz respeito às páginas europeias. Tal facto não foi considerado suficiente pelas autoridades, até porque a lei da União Europeia não pode ser objeto de contorno.