Após reunião dos estados-membros para serem debatidos os orçamentos de cada Estado e as estratégias para que seja cumprido o défice acordado, Portugal foi fortemente apertado. Para a Comissão Europeia, Portugal vai ter de provar que as medidas apresentadas são realistas, para que o défice fique abaixo dos 3%. Mas não foi só Portugal a ser falado; Espanha, França e Itália foram também visadas, pois segundo as previsões da Comissão Europeia, os seu défices vão ser bastante superiores ao previsto. Como será de prever, maior será a austeridade nestes países, e prevendo isso mesmo os protestos têm vindo a subir de tom. Por cá, o #Governo continua a ser o único que acredita no orçamento que criou, e não se prevê que promova uma reestruturação do mesmo.

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A ministra das finanças portuguesa foi apresentar as suas justificações sobre o orçamento de estado para 2015 e tentar ao mesmo tempo convencer os restantes ministros dos outros estados membros de que, com o orçamento já aprovado, será possível ficar com um défice abaixo dos 3%. No entanto, a Comissão Europeia continua a deixar muitas dúvidas sobre esse orçamento, e voltou a deixar no ar que as previsões portuguesas não são realistas. Sendo 2015 ano de eleições, é previsível que o governo não irá aumentar impostos, mas já está mais do que provado que também não consegue controlar a despesa. Num país que praticamente não tem empresas públicas, quais são os itens da receita que podem salvar o orçamento? Se calhar basta-nos rezar para que as empresas privadas produzam e exportem o suficiente para que os impostos pagos ao Estado superem o fraco e desajustado orçamento elaborado para 2015.

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Não foi só sobre Portugal que se falou na Comissão Europeia; economias bem mais fortes que a nossa estão a ser alvo de atenção especial por se prever que fiquem bem acima do défice de 3%. Espanha, Itália e França foram alvo de duras críticas e as previsões não são nada animadoras. Nos próximos dias é bem possível que venham a ser incluídas medidas extra de austeridade nestes países para evitar sanções por parte da comissão. Prevendo tudo isso, os protestos têm vindo a subir e em Milão existiram confrontos graves entre os protestantes e a polícia. Na Bélgica têm existido constantes greves regionais contra as políticas que estão a ser seguidas e irá existir uma greve geral que será o marco mais importante dos protestos. Na Grécia muito se protestou também nos últimos dias contra o orçamento e a contínua degradação do país e aumento da austeridade.

No lado oposto, a Alemanha continua a observar de "poltrona" tudo isto e a criticar tudo e todos através da sua líder. O governo italiano já reagiu e apontou o dedo à Alemanha que nada faz para alavancar a economia europeia e que apenas impõe esforços aos outros países que em nada fazem progredir as suas economias. Em conclusão, mais do mesmo a que já estamos habituados a assistir.