Ontem comemorou-se o 70º aniversário da libertação de Aushwitz I e Auschwitz II - Birkenau, dois dos maiores campos de concentração erguidos pelos nazis na II Grande Guerra. Foi a 27 de Janeiro de 1945 que as tropas aliadas entraram nestes campos e colocaram um ponto final à matança que ali teve lugar durante vários anos. Estima-se que em Birkenau tenham morrido um milhão e trezentas mil pessoas, entre judeus, cidadãos polacos, ciganos e prisioneiros de guerra.

Auschwitz foi construído em 1940 e foi a partir de 1942 que se tornou num campo de extermínio em massa, até à sua libertação. Os horrores que ali ocorreram farão para sempre parte da nossa história e não poderão ser esquecidos.

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Auschwitz - Birkenau era um campo de trabalho e extermínio. Os prisioneiros chegavam de comboio, eram separados das suas famílias e muitos eram logo assassinados.

O ar que se respira naquele maldito sítio é pesado e doloroso. À memória chegam-nos as imagens que vimos através de documentários ou lembramo-nos dos relatos dos sobreviventes. Ao entrar em Auschwitz I, deparamo-nos com a inscrição "Arbeit Macht Frei", o "trabalho liberta", e começamos a perceber a dimensão dos acontecimentos. A visita começa num dos blocos que albergavam prisioneiros e ficamos perplexos com a pequenez das celas e as imagens daqueles que ali viveram os últimos dias das suas vidas. Lá fora, num dos becos que intervalavam os blocos, mostram-nos a "Wall of Death", onde centenas de pessoas foram executadas. Auschwitz I era uma prisão e funcionava como centro de comando, mas foi ali que tudo começou.

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A primeira matança utilizando o gás Zyklon-B ocorreu no Bloco 11 e só depois, em 1941, foi construída uma câmara de gás e um crematório.

Auscwitz - Birkenau começou a ser construído em 1941 para dar vazão a Auschwitz I. Birkenau fazia parte da chamada Solução Final. Foram erguidos centenas de barracões para albergar os prisioneiros e outras tantas câmaras de gás e crematórios. Entrar num daqueles barracões é como olhar a morte nos olhos. As condições eram para lá de precárias. Em cada cama, se é que se pode chamar àquilo cama, tinham de caber seis pessoas e cada conjunto tinha mais dois andares. A extensão do campo acaba no horizonte e imaginamos a quantidade de pessoas que ali perderam a vida.

Judeus, polacos, ciganos e outros foram para Birkenau cavar as suas covas. Foram para lá à espera da morte. Aquando da chegada dos aliados, os crematórios ainda fumegavam. Os militares alemães tentaram atenuar até ao fim as barbaridades que cometeram, se é que isso era possível.

O mundo não pode esquecer.