O atentado de Paris foi uma autêntica catástrofe. Muçulmanos fanáticos provocaram uma onda de sangue. Um dos locais atingidos foi o supermercado judeu "Koche". Resultado 4 mortos. E é aqui que encontramos uma "ironia" da vida. Se por um lado a raiva da população poderia crescer contra os islâmicos, o muçulmano Lassana Bathlily, natural do Mali, mostrou que também existem (tal como em todas as religiões) pessoas íntegras. O funcionário de 24 anos salvou 15 pessoas.

O maliano Lassana Bathily é o herói do momento em França. O jovem viu o seu local de trabalho ser atacado pelo terrorista Amedy Coullibaly, que tirou ali a vida a várias pessoas. Mas Lassana conseguiu diminuir os números da tragédia. Quando o criminoso se apresentou, 15 reféns deslocaram-se para a cave, e foi então que Lassana atuou: "Quando eles vieram a correr, eu abri a porta do frigorífico. Alguns entraram comigo. Eu apaguei a luz e o frigorífico. Quando desliguei o termóstato, meti-os lá dentro; fechei a porta. Disse-lhes para estarem calmos e disse (também) "fiquem aqui sossegados, vou voltar lá para fora". No frigorífico, o frio era mais uma ameaça, registando-se naquele espaço 3º graus negativos.

Um dos sobreviventes conta à revista Le Point as horas dramáticas vividas: "Quando me virei vi um homem negro armado com duas AK-47. Cinco minutos depois, um funcionário do supermercado enviado pelo criminoso mandou-nos subir. Ou subíamos ou haveria um banho de sangue, segundo o terrorista".

Destemido, Lassana encontrou no elevador a forma de conseguir chegar ao exterior. Ao conseguir, abordou a polícia com o intuito de fornecer importantes informações às autoridades de forma a que os reféns pudessem ser resgatados. Inicialmente a polícia pensou que se tratasse do terrorista e algemaram-no: "Eles (polícias) disseram-me "deita-te no chão, mãos atrás da cabeça". Algemaram-me e mantiveram-me detido durante uma hora e meia, como se eu estivesse com eles [terroristas]".

Mas, a situação foi ultrapassada. A polícia conseguiu invadir o estabelecimento, os reféns foram soltos e Amedy Coulibaly, um homem que afirmou numa gravação estar associado ao Estado Islamita, foi morto.

No domingo, 11 de janeiro 2015, realizou-se a histórica marcha que juntou milhares de pessoas e vários líderes mundiais em Paris. Hollande caminhou ao lado do presidente do Mali, Boubacar Keita. Uma atitude que não é obra do acaso. Lassana é também responsável por esta aproximação.Nesse mesmo dia, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelita, agradeceu ao jovem herói: "Quero expressar a minha gratidão para com o cidadão do Mali que ajudou a salvar sete judeus".Entretanto, criou-se uma página do Facebook (que tem feito sucesso) dedicada ao ao "Herói" do Mali. #Religião