Nos últimos tempos os confrontos na Ucrânia têm sido muito falados e são vários os países que mostram a sua preocupação com este assunto. Será que há um fim à vista? Numa conversa telefónica a quatro, entre Pavlo Klimkin, Sergei Lavrov, Laurent Fabius e Frank-Walter Steinmeier "foi enfatizada a necessidade de convocar o mais rapidamente possível uma nova reunião do Grupo de Contacto", anunciaram os ministros russo e alemão. A última reunião do Grupo de Contacto, composto por representantes da Ucrânia, da Rússia e da OSCE, com os separatistas pró-Rússia teve lugar em 24 de dezembro, em Minsk, onde já tinham sido assinados acordos básicos de paz em setembro.

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Este encontro deveria ter sido seguido por outra reunião em 26 de dezembro, mas o processo de paz tem estado num impasse, com as partes envolvidas acusando-se mutuamente de porem em causa os acordos de paz.

O chefe da diplomacia ucraniana, Pavlo Klimkin, escreveu na sua conta no Twitter que tinha informado o presidente Poroshenko da reunião com os seus homólogos. "Astana está preparado", disse, fazendo referência à cúpula formada por Poroshenko, a chanceler alemã Angela Merkel e os presidentes franceses François Hollande e Vladimir Putin, que é esperado em meados de janeiro na capital cazaque.

No terreno "um soldado ucraniano foi morto e cinco foram feridos nas últimas 24 horas", disse sexta-feira o porta-voz militar ucraniano Andrii Lysenko. O responsável denunciou também a existência morteiros e artilharia pesada em Piski, aldeia controlada pelos ucranianos, perto do aeroporto Donetsk, teatro de meses de combates entre as forças pró-russos e os ucranianos separatistas.

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Lysenko também disse que as forças ucranianas tinham destruído um drone que voava sobre a região separatista de Donetsk. O conflito no leste já fez mais de 4.700 mortes desde meados de abril. A última trégua foi estabelecida em 9 de dezembro e tem sido respeitada pelos protagonistas, apesar de combates esporádicos.

Também o ministro da defesa francês falou sobre o assunto: "Vejo que estão a ser feitos esforços (pela paz), mas enquanto os mesmos não forem tangíveis ou verificáveis não podemos tomar uma decisão". "É preciso que haja um processo de cessar-fogo respeitado e um percurso político que leve ao regresso da paz", afirmou Jean-Yves Le Drian a uma rádio francesa.