A União Europeia, que continua no seu apoio no combate ao surto do ébola, anunciou oito projectos de investigação, na ordem dos 215 milhões de euros, para vacinas e testes rápidos de diagnósticos. A doença atingiu zonas do continente africano, em concreto a Guiné, a Libéria e a Serra Leoa, e registou um elevado números de mortes e de pessoas infectadas. Os últimos dados revelaram que existiu uma diminuição do número de casos. "Não dispomos ainda da vacina ou tratamento para a ébola", disse o Comissário responsável no campo da investigação, ciência e inovação, Carlos Moedas.

Existem três projectos para o desenvolvimento de vacinas, mais três para os testes de diagnósticos rápidos, um outro que abrange a produção de vacinas em quantidade suficiente e um para a sensibilização através de campanhas de vacinação.

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"O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças vai destacar nos próximos dias quatro equipas de epidemiologistas" conforme comunicado. A UE, para além de ajuda humanitária, especializada e ao desenvolvimento, estendeu desta forma o seu contributo na África subsariana.

Se verificarmos, num passado muito recente sobre esta doença, o balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 20 de Dezembro de 2014, indicava que a epidemia em África Ocidental fizera 7518 mortos, em 19.340 casos. Em todo o mundo já atingiu 21.329 pessoas, das quais 8.459 morreram, no entanto informação recente desta mesma entidade, revelou que os casos por febre hemorrágica estão em declínio. O número de mortes ocorreu quase na totalidade na Guiné, Serra Leoa e Libéria, exceptuando quinze casos.

"Esta queda é real", proferiu à agência France Presse o porta-voz da Agência da ONU, em Genebra, Tarik Jasarevic.

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A comprovar as palavras estão os números divulgados sobre o aparecimento de novos casos relacionados com o ébola esta semana: 42 na Guiné e 184 em Serra Leoa. Os novos indicadores revelaram que a entrada num novo ano trouxe até ver uma lufada de ar fresco, e quiçá um certo optimismo, a esta realidade existente que afecta um número elevado de pessoas e deixa umas outro tanto preocupadas com a rapidez da evolução do surto. #Ébola