Um tiroteio na sede do jornal satírico Charlie Hebdo provocou a morte de 12 pessoas, entre os quais 10 funcionários e dois polícias, e fez 11 feridos. A esta hora os homens armados são procurados pelas autoridades. Várias foram as personalidades que expressaram o seu desagrado com o ataque terrorista contra a liberdade de expressão, incluindo o Presidente da Comissão Europeia. As reacções não se fizeram esperar pelo mundo inteiro por parte dos presidentes Barack Obama, Dilma Rousseff e Jean-Claude Juncker que condenaram o "ato de barbárie" que aconteceu em França.

A posição da União Europeia sobre este caso surgiu de imediato.

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"Um ato intolerável, uma barbaridade que nos afeta a todos como seres humanos e europeus", considerou o Presidente da Comissão Europeia Jean-Claude Juncker que ficou profundamente chocado com o sucedido.

O papa Francisco, através de comunicado, também condenou o ato.

Em Portugal o Presidente da República, Cavaco Silva, e o Primeiro-Ministro Português, Pedro Passos Coelho, referiram que este foi um "ataque contra os valores europeus e democráticos". O Parlamento Português manifestou indignação pelo atentado.

As primeiras informações sobre este tipo de violência surgiu nos media com testemunhos de várias pessoas sobre o acontecimento. Os vídeos divulgados, que proliferaram nos canais de TV, mostram dois homens encapuzados e armados com Kalashnikovs aos tiros e a fugir de carro do local. O Presidente Francês, François Hollande, que classificou a iniciativa como um "ataque terrorista", foi ao local.

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O jornal satírico, que data de 1969, sofreu uma interrupção em 1981, mas regressou em 1992. A sede do Charlie Hebdo, em Paris, já tinha sido alvo, no passado, de um ataque à bomba e ainda viu a sua página pirateada. Agora volta a sofrer represálias. As razões referidas em 2011 apontavam para uma edição que satirizava profetas islâmicos.

Dez das vítimas foram jornalistas, cartunistas, dois polícias e dos restantes 11 feridos, quatro encontram-se em estado grave. Ondas de solidariedade verificaram-se em França, com vigílias em Paris e em outras cidades. Em Portugal foram agendadas ontem, através do Facebook, vigílias para as proximidades da Embaixada de França e dos Restauradores e ainda para hoje, pelas 15h00, no Largo Camões em Lisboa.