A taxa de natalidade em Itália caiu para seu nível mais baixo desde a fundação do Estado moderno em 1861, confirma Beatrice Lorenzin, a Ministra da Saúde, que tem chamado à Itália "um país moribundo, os bebés já não substituem as pessoas que morrem". Tal revela uma sociedade que tem vindo a envelhecer há décadas. O número de nascimentos por 1.000 habitantes caiu para apenas 8,4 por cento, ante os 38,3 por cento quando os territórios e reinos da Itália foram unificados há século e meio atrás. Na Grã-Bretanha e os Estados Unidos, os números são 12 por cento e 13 por cento, respectivamente.

No ano passado, nasceram 509 mil bebés em Itália, 5.000 a menos que em 2013. A taxa de mortalidade também diminuiu no ano passado, e a expectativa de vida para as mulheres italianas expandiu-se para os 85 anos, enquanto que o homem médio tem uma esperança média de vida de 80. Beatrice Lorenzin, a Ministra da Saúde, disse: "Estamos no limite onde as pessoas que morrem não estão sendo substituídos por recém-nascidos. Isso significa que nós somos um país moribundo. Esta situação tem implicações enormes para todos os sectores: a economia, a sociedade, a saúde, pensões, só para dar alguns exemplos."

Os 5 milhões de imigrantes italianos, de uma população total de 60 milhões, também estão tendo menos filhos, ao contrário das tradicionais altas taxas de natalidade, a taxa de natalidade entre os imigrantes caiu para 1,9 filhos por mulher, o seu nível mais baixo em cinco anos. No geral, o número de casais que optam por não ter filhos aumentou para 40 por cento na última década. E as mulheres italianas têm 1,39 filhos, em média, contra uma média de 1,58 da UE.

A causa do declínio da taxa de natalidade foi apontada à economia dos anos de recessão económica e ao desemprego elevado. A taxa de natalidade é, por isso mesmo, mais baixa no Mezzogiorno, ou sul da Itália, onde a recessão foi mais acentuada. A Sardenha, por exemplo, teve uma taxa de natalidade de 7,1 por cento. A idade média em que as mulheres italianas têm o seu primeiro filho foi subindo por anos e agora está nos 31 anos e seis meses.

A Itália revela uma forte inclinação para a estagnação demográfica, mas não é um situação isolada na Europa, pois cientistas sociais e especialistas (Development, Concepts and Doctrine Centre, Inglaterra) têm apontado para uma estagnação e até queda da população europeia até 2040 precisamente por razões económicas.

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