Vários drones sobrevoaram a "cidade-luz", durante as madrugadas de terça e quarta-feira. Estes voos não foram autorizados e, até ao momento, as autoridades não sabem o porquê de terem sobrevoado locais emblemáticos, como a Bastilha, a torre Eiffel ou a embaixada norte-americana. O primeiro relato de drones foi descrito passava pouco da meia-noite, menos uma hora em Lisboa. Os aparelhos voavam a uma altitude que oscilava entre os 100 e os 300 metros. Estes avistamentos deram-se durante três horas e por cinco vezes.

Um mês depois dos atentados do Charlie Hebdo, a cidade dos "enamorados" continua em níveis de segurança máximos.

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Quem for apanhado a fazer um destes voos não autorizados incorre numa pena de prisão de um ano. Os primeiros drones foram vistos após a França ter anunciado um reforço nos seus efectivos, que estão em conjunto com outras forças internacionais a atacar posições do Estado Islâmico.

Entretanto, três jornalistas do canal Al-Jazeera foram presos por estarem a pilotar um drone, mas não se sabe se têm ligações com os outros aparelhos não tripulados. Alegadamente, estariam a fazer uma reportagem sobre essa situação. A verdade é que desde os ataques cometidos pelos irmãos Kouachi ao jornal satírico "Charlie Hebdo" ou o sequestro no supermercado judaico feito por Ahmed Coulibaly (entretanto sabe-se que estes três conheciam-se e haviam sido "requisitados" para a jihad por um radical islâmico, que ainda continua preso), a população francesa teme um novo ataque. O carácter misterioso e nocturno destes voos permite especular sobre um eventual estudo ou preparação para algum tipo de ataque

A memória dos parisienses continua muito fresca após três dias de terror no mês de janeiro, que provocaram um total de 17 vitimas mortais.

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Agnès Thibault-Lecurve, porta-voz da Procuradoria-geral de Paris, adianta que as forças policiais não conseguiram localizar os drones. Esta aparente impunidade vem adensar o mistério e contribuir para um vago clima de insegurança na capital francesa.